Governo Lula alugou navios para COP30 via empresa do sócio de Vorcaro. Vídeo

22 de abril de 2026 22

governo Lula contratou cruzeiros para a COP30 por meio de empresa cujo dono é um empresário apontado como sócio do banqueiro Daniel Vorcaro em um hotel de luxo.

Segundo documento da Casa Civil, ao qual a coluna teve acesso, o governo alugou navios para hospedar delegações na COP30 por meio da “Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda”.

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Valor total da contratação de cruzeiros para a COP30

Navios transatlânticos que servirão de hospedagem para a COP30 chegaram ao Porto de Outeiro, em Belém, nesta terça-feira (4/11).

Navios transatlânticos que servirão de hospedagem para a COP30 chegaram ao Porto de Outeiro, em Belém, nesta terça-feira (4/11).

Navios transatlânticos que servirão de hospedagem para a COP30 chegaram ao Porto de Outeiro, em Belém, nesta terça-feira (4/11).

A Qualitours foi contratada pela Secretaria Especial da COP30, vinculada à Casa Civil, por meio da Embratur, a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo.

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“Para tais fins [disponibilização de cabines em cruzeiros], a União, por meio da Secop, contratou os serviços da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). A Embratur subcontratou a operadora turística Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda., que, por sua vez, celebrou contratos com as empresas armadoras Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros”, diz o documento da Casa Civil.

Veja o documento da Casa Civil:

 

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Documento da Casa Civil mostra contratação de cruzeiros para a COP30

Documento da Casa Civil mostra contratação de cruzeiros para a COP30

Documento da Casa Civil mostra contratação de cruzeiros para a COP30

Quem é o sócio de Vorcaro

Contratada pelo governo via Embratur, a Qualitours pertence ao empresário Marcelo Cohen. Ele é apontado como sócio de Vorcaro no hotel de luxo Botanique, localizado em Campos do Jordão (SP).

Diferentemente de Vorcaro, que costuma dizer que o hotel pertence à Prime You, empresa que também é dona dos jatinhos usados pelo banqueiro, Cohen já admitiu publicamente ser dono do Botanique.

A ligação da Qualitours com Vorcaro, porém, vai além. A empresa pertence à holding BeFly, criada em 2021 por Marcelo Cohen a partir do impulsionamento de fundos ligados ao Banco Master.

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Cohen utilizou recursos de fundos, como o “B10” e do “TT”, ligados ao Master, para comprar outras empresas da holding. Entre elas, a Flytour e a Queensberry.

De acordo com a Folha, um RIF (relatório de inteligência financeira) sobre o Master apontou transação em espécie de R$ 6 milhões, em novembro de 2024, entre o banco de Vorcaro e a empresa de Cohen.

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O que diz o governo Lula

Em nota, a Embratur disse que a escolha da Qualitours se deu por meio de chamamento público e que a empresa “apresentou todos os documentos legalmente exigidos para atestar idoneidade e capacidade de execução do contrato”.

A agência ressaltou que não houve nenhuma participação do Banco Master no processo de contratação dos navios e que a “estruturação financeira da operação foi garantida pelo banco BTG Pactual, por meio da emissão de carta fiança”.

A Embratur reforçou ainda que a contratação já foi auditada pelo TCU, que, por unanimidade, a considerou regular, além de atestar que o modelo foi economicamente mais vantajoso em comparação ao fretamento direto dos navios.

“O contrato entre Embratur e Qualitours já foi auditado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Por decisão unânime, o plenário do TCU considerou a contratação regular. No Acórdão 756/2026, o tribunal considerou ‘a plausibilidade da fundamentação técnica, jurídica e estratégica para a decisão, bem como os estudos preliminares que a sustentaram’. Além disso, o TCU também atestou que o modelo adotado pela Embratur se mostrou ‘economicamente mais vantajoso em comparação à alternativa de afretamento direto’”, diz a nota da agência (veja a íntegra abaixo).

O que dizem as empresas

Em nota, a BeFly disse que o Master “atuou como instituição provedora de linhas de crédito contratadas entre 2021 e 2023 para apoiar parte do ciclo de aquisições da companhia” e que segue honrando seus compromissos “sem qualquer irregularidade”.

“A BeFly reitera que o Banco Master atuou como instituição provedora de linhas de crédito contratadas entre 2021 e 2023 para apoiar parte do ciclo de aquisições da companhia, em conjunto com recursos próprios gerados pela operação. Esses compromissos seguem sendo regularmente honrados. A companhia reitera sua operação sólida e autonomia financeira, sem conexão com qualquer irregularidade”, diz.

A Qualitours, parte da holding da BeFly, afirmou que foi contratada pela Embratur para operar os navios de hospedagem e que o processo foi “regular e compatível com as exigências técnicas do projeto”.

“A Qualitours informa que foi contratada pela Embratur para operar navios de hospedagem de apoio à COP, em processo regular e compatível com as exigências técnicas do projeto. A empresa reafirma a conformidade da contratação e dos serviços”, informou a empresa.

Confira a íntegra da nota da Embratur:

O Governo Federal, por meio da Secretaria Extraordinária para a COP30 e da Embratur, contratou dois navios de cruzeiro para atuarem como unidades temporárias de hospedagem durante a COP30, que foi realizada em Belém (PA), entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025.

A seleção da empresa responsável pela operação e comercialização das cabines ocorreu por meio de chamamento público conduzido pela Embratur. A Qualitours apresentou todos os documentos legalmente exigidos para atestar idoneidade e capacidade de execução do contrato.

A estruturação financeira da operação foi garantida pelo banco BTG Pactual, por meio da emissão de carta fiança. Não houve qualquer participação do Banco Master no processo de contratação dos navios.

O contrato entre Embratur e Qualitours já foi auditado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Por decisão unânime, o plenário do TCU considerou a contratação regular.

No acórdão 756/2026, o Tribunal considerou “a plausibilidade da fundamentação técnica, jurídica e estratégica para a decisão, bem como os estudos preliminares que a sustentaram”. Além disso, o TCU também atestou que o modelo adotado pela Embratur se mostrou “economicamente mais vantajoso em comparação à alternativa de afretamento direto”.

 

Fonte: Gustavo Zucchi