“Governo que gasta demais, tem que aumentar a carga tributária”, diz Bittar sobre Lula e Haddad
O senador pelo Acre, Marcio Bittar (União), voltou a criticar a política econômica do governo Lula (PT) nesta quarta-feira (27), via redes sociais. Para Bittar, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), erra ao permitir a volta do imposto sobre o diesel.
“Olha essa notícia, ‘Haddad confirma a volta do imposto sobre o diesel’. Governo que gasta demais, tem que aumentar as cargas tributárias, tem que aumentar a arrecadação. O problema do aumento do diesel é que isso acaba incidindo sobre os outros preços, afinal de contas o transporte modal no Brasil depende muito do diesel, isso com certeza, infelizmente, vai impactar no preço dos alimentos”, lamentou o senador.
Bittar também reclamou do desempenho das estatais no governo Lula e fez um comparativo das empresas públicas na época do ex-presidente Bolsonaro (PL), seu aliado.
“E olha essa nova notícia: ‘Estatais brasileiras devem fechar 2023 com 6 bilhões de prejuízo’. É uma coisa impressionante. No governo do presidente Bolsonaro as estatais se recuperaram de todos aqueles escândalos, maiores escândalos de corrupção do mundo democrático. Passaram a no governo Bolsonaro fazer recordes de lucro. Bastou um ano do governo da esquerda e as estatais brasileiras devem fechar o primeiro ano do governo de esquerda com 6 bilhões de prejuízo. É por isso que eles têm que aumentar a arrecadação”, finalizou.
Outro lado
Na última terça (26), ao confirmar a remuneração dos impostos federais sobre o óleo diesel, Haddad disse: “A partir do dia 1º de janeiro tem a reoneração do diesel, e essa reoneração que vai ser feita conta com um impacto de pouco mais de 30 centavos. Se você comparar o preço do diesel, vai ter uma queda no preço, mesmo com a reoneração, é bom ficar atento. A Petrobras anunciou hoje um segundo corte que mais do que compensa a reoneração do mês de janeiro. É para ficar atento. Quando vier algum argumento de aumento de preço, não tem nada a ver”.
Já sobre o rombo das estatais, uma reportagem do Jornal Nacional do último dia 15 de novembro explicou essas empresas tiveram superávits nos últimos cinco anos, com exceção d3 2020, ano da pandemia da Covid, quando fecharam com déficit de R$ 600 milhões. Em 2021, as estatais registraram um resultado positivo de R$ 3 bilhões e em 2023 de quase R$ 5 bilhões. De acordo com o Banco Central, de 2012 a 2017, elas fecharam no vermelho.
Nos anos posteriores, o superávit foi garantido por conta de aportes do governo. Segundo o Tesouro Nacional, em 2018, a gestão de Michel Temer (MDB) injetou R$ 5 bilhões no caixa das estatais e no governo Jair Bolsonaro (PL), foram R$ 10 bilhões.