Hackers não conseguem capturar dados de celular de Raquel Dodge
O grupo de hackers preso pela Operação Spoofing, deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira (23), não conseguiu capturar os dados do celular funcional da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apesar de várias tentativas de invasão. O Ministério Público Federal informa que os ataques foram identificados, em maio, pela Secretaria de Tecnologia de Informação e Comunicação (Stic) após abertura de procedimento administrativo, aberto após as invasões nas contas da rede Telegram de integrantes da força-tarefa Lava Jato em Curitiba e no Rio de Janeiro.
Além de Dodge, o presidente Jair Bolsonaro, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), estão entre os mais de mil celulares hackeados - entre outras autoridades públicas.
Após análise do caso da procuradora-geral, técnicos da área de tecnologia constataram que, diferentemente de outros celulares que tiveram o aplicativo de mensagens invadido, o de Raquel Dodge estava com a caixa postal desativada – o que acabou frustrando a tentativa dos hackers.