Justiça manda soltar médica acusada de matar filho na Asa Sul
Acusada de matar o filho de três anos em junho de 2018, a médica Juliana Pina de Araújo, 34, vai ser posta em liberdade e internada em clínica particular. Ela foi indiciada por homicídio duplamente qualificado (envenenamento e não ter dado chance de defesa ao menino). A criança teria sido vítima de uma overdose de remédios.
Pediatra e servidora do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ela estava presa desde a data do crime no Presídio Feminino do Distrito Federal, mais conhecido como Colmeia.
O alvará de soltura foi concedido poucos dias após o juiz Paulo Afonso Siqueira, do Tribunal do Júri, pedir para o Instituto Médico Legal (IML) avaliar a sanidade mental da mulher.
“Expeça-se alvará de soltura em cumprimento ao determinado pela 2ª Turma Criminal que, por meio de ofício, informou que deu provimento, para substituir a prisão preventiva da acusada/paciente por sua internação em clínica particular”, diz trecho da decisão.
O resultado do laudo está sob sigilo e o processo contra a pediatra fica suspenso.
A tragédia ocorreu por volta das 17h40 do dia 27 de junho, na 210 Sul, no 4º andar do Bloco J. O garoto chegou a ser levado ao Hospital Materno Infantil (Hmib), mas os médicos não conseguiram restabelecer os sinais vitais dele. Ao lado do filho da servidora, havia uma mamadeira e remédios de uso controlado.






