As autoridades libanesas já anunciaram que Ghosn entrou no país “legalmente”, com um passaporte francês e uma carteira de identidade libanesa, segundo uma fonte da Presidência. Já a Segurança Geral assegurou que nada impunha “a adoção de procedimentos contra ele”, nem “o expunha a processos judiciais” no Líbano.
O ministério das Relações Exteriores do Líbano também lembrou que não há “acordos de cooperação judicial”, ou de extradição com o Japão.
Ghosn, que chegou a ser o empresário mais bem pago no Japão e uma referência mundial no setor automobilístico, foi preso em novembro de 2018 e respondia em prisão domiciliar desde abril do ano passado. Ele é alvo de quatro acusações no país: duas por sonegação fiscal, por não declarar seus reais rendimentos às autoridades da Bolsa, e outras duas por quebra de confiança agravada.
Em novembro, o advogado do executivo, Takashi Takano, falou a VEJA. Segundo ele, a prisão de Ghosn seria uma retaliação de executivos da Nissan contra o processo de fusão com a Renault “Ele foi vítima de um complô do governo japonês com altos executivos da Nissan”, acusa ele. A esposa de Ghosn também acusou o governo de conspirar contra o executivo. “É uma lista sem fim de injustiças. Ele passou 130 dias na solitária sem acusação formal. Por que não o tratam como inocente até que se prove o contrário? Meu marido é tido como culpado antes que possa se defender”, disse Carole.
(Com AFP)