Líder do PSL, Major Olimpio critica ministros e pauta única da reforma da Previdência

20 de março de 2019 173

Líder do partido do presidente Jair Bolsonaro no Senado, o senador Major Olimpio (PSL-SP) está insatisfeito com o tratamento dispensado por ministros a parlamentares e com o atrelamento de todas as discussões no Congresso à votação da reforma da Previdência. Sem citar nomes, Olimpio cobra humildade e respeito por parte de ministros na relação com deputados e senadores. Segundo ele, as reclamações se avolumam e imobilizam a pauta legislativa do governo, comprometendo, inclusive, o andamento da reforma.

“O senador e o deputado precisam ser atendidos com educação. Ao marcar uma audiência, o ministro não pode dar uma hora e meia de canseira e depois mandar um ‘zé ruela’ de sexto escalão dizer que não vai poder atendê-lo. Isso que estou falando são casos concretos”, afirmou ao Congresso em Foco. “Isso desgasta. Se você for analisar os queixumes são muitos, mas mais por desatenção daqueles que deveriam ter a obrigação da atenção”, acrescentou.

Para o líder do PSL, o tratamento dispensado por parte dos ministros influencia mais do que a própria distribuição de cargos na paralisia do Congresso neste começo de legislatura. “Se os ministros tivessem a simplicidade comportamental do Bolsonaro e a humildade dele, 90% das queixas não existiam. Não é a nomeação em si, não é o cargo. É a canseira, a desconsideração, é não ter o retorno de um telefonema”, exemplificou.

 

Além da reforma

O senador também critica a decisão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), combinada com o Palácio do Planalto, de segurar pautas polêmicas, como o pacote anticrime apresentado pelo ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública), até a votação da reforma da Previdência.

“Não dá para ficar com o mundo parado. É a mesma coisa de dizer: ‘Não vamos mexer com o pacto de segurança. Vamos esperar a PEC [da reforma da Previdência] primeiro’. São desgraças distintas. Nós não estamos aqui para dizer: "Ah, eu fui eleito neste mandato para reformar a Previdência’. O povo não quer saber. Continua morrendo gente, o narcotráfico arrebentando as pessoas, as quadrilhas mandando”, disse o senador, que é um dos principais nomes da chamada bancada da bala no Congresso.