Lula deixa PF em Curitiba para ir ao enterro do neto em São Paulo

2 de março de 2019 217

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba, por volta das 7h deste sábado (2), após receber autorização da Justiça para ir aos funerais do neto em São Bernardo do Campo (SP). Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, morreu no final da manhã da última sexta (1), vítima de meningite meningocócica.

Preso desde abril do ano passado, após ter confirmada em segunda instância a condenação no processo do tríplex do Guraujá (SP), Lula deixou a sede da PF em um helicóptero da Policia Civil do Paraná e foi para o aeroporto Bacacheri, em Curitiba, onde pegou um avião para São Paulo.

O velório de Arthur acontece em São Bernardo, no cemitério Jardim da Colina, desde as 22h da última sexta. Foi colocado sob sigilo o processo em que a juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, estabeleceu as condições da saída de Lula da carceragem.

 

Lula perdeu, no final de janeiro, o velório de seu irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá. Na ocasião, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a saída do petista após negativas da Justiça em primeira e segunda instância. Como a autorização saiu já no final do velório, Lula decidiu não deixar a carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde está preso desde abril do ano passado.

Condolências

A ex-presidente Dilma Rousseff postou uma foto do padrinho político com Arthur. "Meu abraço cheio de força, carinho e afeto a Marlene e ao Sandro. Nessa hora de tragédia e de dor, desejo serenidade e paz à família de @LulaOficial para enfrentar tamanha perda", escreveu no Twitter.

O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou as sucessivas perdas na família do ex-presidente. "Jamais a dor, a violência e a injustiça impingidas a esse homem poderão ser reparadas. Depois de perder sua companheira de vida, dona Marisa, Lula foi preso e, na cadeia, perdeu o irmão Vavá, a quem não teve o direito de velar, e agora o neto Arthur. É de uma injustiça atroz".

Manifestações de solidariedade também partiram dos presidentes do Senado, Davi  Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que desejaram força aos familiares do presidente.

Já o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República Jair Bolsonaro, publicou no Twitter o seguinte recado: "Lula é preso comum e deveria estar num presídio comum. Quando o parente de outro preso morrer ele também será escoltado pela PF para o enterro? Absurdo até se cogitar isso, só deixa o larápio em voga posando de coitado". A repercussão nas redes sociais foi negativa, e a mensagem foi apagada posteriormente