Maia critica custos da Câmara, mas não os reduz
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Maia critica custos da Câmara, mas não os reduz
O deputado Rodrigo Maia fala mal dos gastos absurdos da Câmara dos Deputados, que ele preside, mas não se conhece qualquer iniciativa dele para interromper, por exemplo, a sangria de R$200 milhões na manutenção da TV Câmara. O pagador de impostos sustenta naquela emissora, de utilidade questionada, 38 servidores concursados e outros 227 terceirizados, que poderiam ser dispensados sem demora.
Média indecente
Maia contou que a média salarial na Câmara é de R$30 mil mensais. Também não são conhecidas iniciativas dele para enfrentar isso.
Sucesso de público
Os custos com a TV e a média salarial na Câmara foram revelador por Maia durante evento da rádio BandNews em São Paulo, ontem (17).
Sem custo/benefício
Não faz, como nunca fez, o menor sentido criar e manter a TV Câmara, cuja audiência próxima de zero não justifica a operação milionária.
Custo das boquinhas
Além dos salários elevados, a TV Câmara compra programas, contrata suporte técnico, locação de satélite, contratos de terceirização etc.
Covardia diante da corporação derrubou Levy
O ex-presidente do BNDES, Joaquim Levy foi convertido em “donzela maculada”, após sua demissão. O presidente da Câmara disse até que sua saída do governo “foi de uma covardia sem precedentes”, mas nem Rodrigo Maia se lembra da covardia do próprio Levy de não abrir a caixa preta do BNDES, um dos maiores instrumentos de corrupção dos governos do PT, tampouco de enfrentar a corporação aparelhada e muito bem paga: chegam a receber salários de R$100 mil mensais.
Catatonia conveniente
Levy nem se mexeu quando os petistas do BNDES recusaram acesso ao Ministério do Meio Ambiente a contratos com ONGs ambientalistas.
Picaretagem escondida
Dos R$25 milhões recebidos para projetos ambientais, ONGs picaretas gastaram R$14 milhões em “consultoria” e salários para eles próprios.
Mãos leves nas doações
Mais de R$800 milhões de um total de R$1,5 bilhão doados ao Brasil por meio do Fundo Amazônia, acabaram nos bolsos dos ongueiros.
TCU não confia na Receita
Em relatório de auditoria, o Tribunal de Contas da União não atestou a confiabilidade dos dados da Receita Federal por falta de transparência. O TCU não teve acesso aos dados de 37% dos ativos (R$1,2 trilhão) e 48% da receita (R$888,45 bilhões). O relatório foi enviado ao Senado.
Guedes com os produtores
O ministro Paulo Guedes recebeu por 1 hora os representantes dos nordestinos que ralam para produzir etanol. Respondem por 7% da produção total, mas empregam 30% da força de trabalho do setor.
Cliente tem sempre razão
Guedes disse que defenderá sempre o interesse do consumidor e que em 30 dias decidirá sobre a venda direta de etanol aos postos, como quer o presidente Bolsonaro, com a evidente redução do preço final.
O louvável é ignorado
A cobertura do assassinato do marido da deputada Flordelis (PSD-RJ) não deu grande bola a um lado da vida do pastor Anderson Souza: era pai de 51 filhos adotados, 37 deles após sobreviverem a chacinas.
Erro histórico
O senador Marcos Rogério (DEM-RO) foi dos poucos com a coragem de criticar o STF pela equiparação da homofobia a racismo. Para ele, um “erro histórico de interpretação e aplicação da Constituição”.
Afasta de mim....
Impressiona a indisposição do PT ao trabalho. Nesta segunda, às 16h45, a atendente do partido avisou que não tinha ninguém na assessoria. Mas o fundo partidário paga ótimo salários para todos.
Leitura petista
O PT é alvo no TSE de novo pedido de extinção do partido, acusado de se enrolar com grupos estrangeiros internacionais. O PT alega que documentos do partido foram alvo de “leitura obtusa”. Hahahaha...
Disputa local
Uma briga paulista resultou na primeira representação no Conselho de Ética da Câmara. O PSDB acusa o deputado Coronel Tadeu (PSL) de quebra de decoro por afirmar que o ex-governador Geraldo Alckmin virou “assassino de policiais” já que “em 2006, fez acordo com o PCC”.
Pergunta no exílio dourado
Agora que também se diz “ameaçado”, o suplente David Miranda (Psol-RJ) também vai se juntar a Jean Wilis no circuito Helena Rubinstein?
PODER SEM PUDOR
Prioridade de governo
O tucano Geraldo Alckmin sempre conta a história que certa vez aconteceu em Pindamonhangaba (SP), onde nasceu. Um vereador chamou o prefeito de “desleixado” por não reformar o muro do cemitério, que desabara. Um vereador situacionista discordou, encerrando a discussão:
- Consertar o muro do cemitério não deve mesmo ser prioridade. Por dois motivos: quem está fora não quer entrar e quem está dentro não quer sair!
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Com André Brito e Tiago Vasconcelos
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