Maia diz que centro ‘virá forte em 2022’

1 de dezembro de 2020 64

Para Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, as eleições municipais mandaram um recado para o governo: “centro virá forte em 2022”. A declaração do parlamentar foi dada durante uma entrevista ao portal “UOL”, nesta segunda-feira (30).

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De acordo com ele, o governo precisa agora decidir em que “campo” pretende atuar. “Para o governo, o resultado da eleição mandou uma mensagem: que o centro virá forte em 2022. Cabe agora ao governo organizar qual é o campo em que ele vai atuar. Vai continuar com o ministro do Meio Ambiente, com o ministro das Relações Exteriores estragando a imagem do Brasil no exterior? Ou vai caminhar para o centro-direita para tentar tirar um pouco do nosso espaço? ”, questionou.

Bolsonaro enfraquecido?

Durante a entrevista, Maia foi questionado se o resultado das eleições seriam prejudiciais ao presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido). No entanto, para ele, as eleições não provocaram enfraquecimento ou fortalecimento do chefe do poder executivo.

Rodrigo Maia opina que as eleições não provocaram enfraquecimento ou fortalecimento do chefe do poder executivo.  (Foto: reprodução)

Isso porque, de acordo com Maia, Bolsonaro “nunca teve uma base municipalista” e que, por isso, não tinha algo construído que pudesse ser derrotado. “Em algumas eleições, ele perdeu, mas não eram eleições construídas pela estrutura partidária dele, que não existe. Então, não acho, por exemplo, que a eleição municipal gere impacto de enfraquecimento ou de fortalecimento dele”, declarou.

Preferência ao tradicional

De acordo com Maia, a votação expressiva de partidos tradicionais nas eleições municipais mostraram que, embora busquem renovação, os eleitores entenderam que a inexperiência é um “salto no escuro”.

Para ele, os eleitores mostraram a preferência por políticos que já demonstraram experiência em outros momentos. “A sociedade quer um estado mais moderno, quer continuar renovando a política, mas viu que a falta de experiência é um salto no escuro e decidiu, nesta eleição, por aqueles que têm mais experiência e já demonstraram essa experiência em outros momentos da política brasileira”, disse Maia.

Reforma tributária

Por fim, sem citar nomes, Maia declarou que a reforma tributária só não andou no Congresso por questão de “ego” e “vaidade”. “Eu estou tentando ajudar desde o ano passado, tentando avançar com a tributária. Mas tivemos conflitos que não valem a pena serem relembrados, mas conflitos, vaidades, egos, e aí vai travando, coisa que é de ‘A’, de ‘B’. de ‘C’. A vaidade do ser humano é grande. Na política é maior”, afirmou Maia.

“O Brasil está ficando pra trás, porque a vaidade dos homens às vezes prevalece sobre a racionalidade e o bom senso”, acrescentou. De acordo com Maia, o líder da maioria na Câmara e relator da proposta, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), vai conversar com partidos e governo nesta semana para apresentar sua proposta.

“Se tiver consenso, nós vamos votar. Se não tiver consenso, o próximo presidente da Câmara pauta, porque ela está pronta para votar. Tem maioria tranquilo para aprovar, certeza”, finalizou.