Mais de 40 milhões de chineses estão confinados em 13 cidades por novo vírus

24 de janeiro de 2020 141

Mais de 40 milhões de chineses foram isolados em suas cidades, nesta sexta-feira (24), depois da imposição de restrições de transporte em outras cinco localidades para evitar a propagação do coronavírus, que já matou 26 pessoas e contaminou pelo menos 830 no gigante asiático.

Ao todo, 13 prefeituras adotaram medidas de confinamento na região de Wuhan (centro), a metrópole de 11 milhões de habitantes, onde se detectou o vírus em dezembro.

Autoridades das cidades de Jingzhou, Xianning, Xiaogan, Enshi e Zhijiang – todas situadas na província central de Hubei, epicentro do vírus – anunciaram que os serviços de transportes públicos, tanto de ônibus quanto estações de trem e metrô, estão suspensos.

Estas cidades são as últimas em Hubei a impor restrições às viagens nestas 24 horas, na tentativa de prevenir a propagação do novo coronavírus da família da SRAS (Síndrome Respiratória Aguda Severa).

 

As autoridades de Hubei também anunciaram a suspensão de eventos culturais e públicos.

Os serviços de táxi também ficam restringidos, e as agências de viagens da província suspenderam suas atividades e deixaram de organizar excursões, anunciaram autoridades locais nesta sexta.

Cidades como Zhijiang, de 550.000 habitantes, fecharam todas as lojas, à exceção das farmácias, enquanto Enshi, de 800.000 habitantes, fechou todos os centros de lazer.

Na quinta-feira, todos os voos, trens, ônibus e embarcações de passageiros procedentes de Wuhan foram suspensos, deixando esta metrópole praticamente isolada.

 

A propagação do vírus surpreendeu a China, em meio às festividades do Ano Novo chinês, uma época marcada por inúmeras celebrações públicas e em que milhões de pessoas voltam para suas cidades de origem para passar as festas com a família.

O governo chinês anunciou hoje a construção de um hospital de 25.000 m2 destinado a receber cerca de mil pacientes vítimas do coronavírus. De acordo com a agência de notícias Xinhua, o serviço estará disponível a partir de 3 de fevereiro.

Imagens transmitidas pela televisão mostravam o maquinário iniciando os trabalhos no terreno onde o centro médico será erguido em Wuhan. Serão aceitos apenas doentes desta pneumonia viral de origem ainda desconhecida.

O estabelecimento “vai aliviar a escassez de recursos médicos”, anunciou esta agência pública de notícias.