Manifestos em prol da Lava Jato e de Moro ocorrem em todo País

1 de julho de 2019 190

Vestidos predominantemente com as cores verde e amarelo, manifestantes protestaram, na tarde de domingo (30), em Londrina, a favor da operação Lava Jato e em apoio ao ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. A concentração do movimento foi na rotatória das avenidas JK e Higienópolis, no Centro, e partiu em direção à Praça da Bandeira, ao lado da Catedral. A manifestação foi organizada pelos grupos Nas Ruas, Patriotas e Parlatório Livre e transcorreu de forma pacífica, em um grande grupo que reunia desde crianças até idosos.

 

Eles estavam munidos de cartazes com frases de ordem, nas quais protestavam contra o STF (Supremo Tribunal Federal) e contra alguns parlamentares, como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Toda nossa organização sai de vaquinhas e contribuições dos participantes. Não temos o apoio e nem a participação de nenhum partido político. Nosso foco é o apoio ao Sergio Moro, à Lava Jato e à Reforma da Previdência”, afirmou o publicitário Ricardo Correa, do Nas Ruas. “Acredito que reunimos umas 5.000 pessoas. O movimento foi um pouco mais fraco por causa do feriado”, opinou Correa. A Polícia Militar não estava presente na Praça da Bandeira para aferir o público.

 

Entre os manifestantes estavam as irmãs Maria Froes, 75, e Luiza Pratts, 67. Elas estavam acompanhadas de filhos e netos, carregando cartazes feitos por elas mesmas. “Estamos lutando por um Brasil melhor. Acredito que o Sergio Moro fez um bem muito grande para o País e estamos aqui para apoiá-lo”, disse Froes. A presença da família em protestos não é uma novidade. Elas já estiveram nas ruas contra a corrupção em outras ocasiões. “Saí na época do impeachment do Collor e da Dilma. É muito importante participarmos deste movimento”, contou Pratts.

 

O operador de empilhadeira Pedro Teixeira vê nas manifestações uma chance de aumentar a renda
O operador de empilhadeira Pedro Teixeira vê nas manifestações uma chance de aumentar a renda | Ricardo Chicarelli - Grupo Folha

 

 

O movimento contou com dois carros de som e atraiu vendedores, que ofertavam camisas nas cores da bandeira do Brasil. “Eu sempre venho. Tinha um estoque de camisas da época da Copa, mas só participo de protestos a favor da Lava Jato e contra a corrupção”, explicou o ambulante Tales Rony. Já o operador de empilhadeira Pedro Teixeira vê nas manifestações uma chance de aumentar a renda. Ele fica atento às pautas dos protestos e acompanha o noticiário para criar as estampas das camisas. “Algumas eu mando fazer fora, outras eu mesmo faço. Eu concordo com o que o povo pede, então ganho o dinheiro e apoio o movimento”, declarou Teixeira.

 

NACIONAL

Levantamento do site “G1” apontou – até o fechamento desta edição – que ocorreram protestos em 75 cidades de 24 estados e do Distrito Federal. Em Curitiba, a concentração foi às 15h, na Boca Maldita, e seguiu em direção à rua XV de Novembro, com a presença de um carro de som. Já em São Paulo, um grande boneco inflável com a imagem de Moro foi instalado junto a um caminhão de som, nas proximidades da avenida Paulista. Faixas e camisetas estampavam a frase “In Moro we trust”, na tradução do inglês “em Moro nós acreditamos”. Personalidades como a atriz Regina Duarte e o cantor Latino discursaram para os manifestantes. “A eleição passou. Quem perdeu, perdeu, quem ganhou, ganhou. Agora somos um povo só”, disse a atriz, que pediu a aprovação da reforma da Previdência.

 

Em Copacabana, no Rio, as críticas ao Supremo dividiram espaço com um “vaiaço” também aos chefes do Legislativo, homenagens ao menino Rhuan Maicon – morto no Distrito Federal – e até um lamento coletivo pelo “politicamente correto” que impede chamar morador de rua de mendigo. Em Brasília, manifestantes se reuniram em frente ao Congresso Nacional e concentraram as críticas nos ministros do STF. Uma das pautas mais defendidas foi a CPI da Lava Toga, para investigar os magistrados. Em frente ao Congresso foram inflados quatro bonecos gigantes. Dois do ex-presidente Lula (ambos com roupa de presidiário), um de Moro vestido de super-homem e um que une três políticos: Lula, o ministro Gilmar Mendes (STF) e o ex-ministro do PT José Dirceu. Esse boneco associa o STF ao PT. (Com Folhapress)