Massacre em prisões de Manaus deixa 55 mortos
Presídios de Manaus têm nova carnificina, e governo enviará força de intervenção
O governo do Amazonas contabilizou 55 mortes de presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) , em Manaus — 40 foram informadas na noite de ontem. Os assassinatos começaram no domingo, por volta de 11h30m, durante visita de familiares.
O que aconteceu: o Ministério Público atribuiu o massacre a um racha entre integrantes de uma facção criminosa da região. Em 2017, outros 56 detentos já tinham sido assassinados no local; segundo autoridades, na ocasião as mortes foram provocadas por disputa entre diferentes grupos do crime.
Reação: após conversa com o governador Wilson Lima (PSC), o ministro da Justiça, Sergio Moro, prometeu enviar tropas da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária para o Amazonas.

Demissão de servidor entra em estudo na Câmara
A Câmara dos Deputados quer acelerar a tramitação de propostas que resolvam o desequilíbrio nas contas públicas. O objetivo é permitir que a União tenha alívio de caixa e se enquadre na chamada regra de ouro, que proíbe fazer empréstimos para pagar despesas recorrentes, como salários.
O que está acontecendo: duas propostas de emenda à Constituição sobre o tema estão tramitando . Elas acabam com a punição ao presidente prevista atualmente. Uma das PECs autoriza a demissão de servidores estáveis.

Após atos, Bolsonaro recebe Rodrigo Maia no Alvorada
Alvo de manifestantes que apoiam o governo nos protestos de domingo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem marcado, hoje, café da manhã com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada. Os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também participarão.
O que aconteceu: no Rio, participantes do ato pró-governo levaram um boneco inflável de Maia com 3,5 metros de altura. A imagem tinha termos como o “Judas” e “171”. Ontem, Bolsonaro disse que a voz das ruas “não pode ser ignorada” e defendeu “pacto pelo Brasil” .
Três opiniões: as manifestações não dão ao presidente poder de emparedar o Congresso e o STF, afirma Bernardo Mello Franco. Instituições continuarão atuando como contraponto ao Executivo, pondera Merval Pereira. A democracia aceita protestos, diz Míriam Leitão, mas declarações de parlamentares da base mostram que o governo flerta com a ameaça à democracia .
Bolsonaro pode não ter percebido, mas o Brasil derrete sob seu comando. Ele já preside um país em flerte com a depressão
Viu isso?
Corte censitário: a diretoria de Pesquisas do IBGE pretende reduzir em 37% as perguntas do Censo 2020 e fazê-lo com apenas 70 questões . Técnicos não respaldam o formato.
Polícia e política: a Advocacia-Geral da União pediu ao Supremo Tribunal Federal que juízes possam autorizar a entrada da polícia em universidades públicas para coibir propaganda eleitoral.
Verba do verde: a reunião entre o governo federal e embaixadores da Noruega e da Alemanha sobre a aplicação do Fundo Amazônia terminou sem acordo sobre a gestão de R$ 1,8 bilhão.
Via fechada: a Justiça do Rio determinou a interdição da Avenida Niemeyer , no Rio, por falta de segurança para os motoristas.
A vez de Laranjeiras: próximo a receber o programa Segurança Presente, o bairro carioca deve ter 80 agentes nas ruas em dois meses.
Ataque no Japão: um homem esfaqueou ao menos 19 pessoas em um parque em Kawasaki, perto de Tóquio. Segundo autoridades, 13 eram crianças.
Rotina de estafa: a Organização Mundial de Saúde incluiu síndrome de “burnout”, como é chamado o esgotamento profissional , na classificação internacional de doenças.
Dono da faixa: Daniel Alves será o capitão da seleção na Copa América. Após ter dado um soco em torcedor na França, Neymar perdeu o posto.

Roda-gigante do Rio já ganha forma na Zona Portuária
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