‘Mercenária, víbora’, ‘Acha que matei a mãe dele’: entenda briga entre filho e viúva de Gal Costa

1 de abril de 2024 38

Gabriel Costa, o filho de Gal Costa, e Wilma Petrillo, suposta viúva da cantora, travam uma batalha judicial desde 2022, após a morte da artista. Neste domingo, 31, os dois foram além do tribunal e trocaram acusações no “Fantástico”, dominical da TV Globo.

Gabriel, que contesta na Justiça o direito de Wilma à herança de Gal, alegando que as duas não eram um casal, chegou a pedir a exumação do corpo da mãe.

“Não teve autópsia, então não tinha como saberem se foi algo mais profundo, algo a mais que a parada cardíaca. Eu queria ter certeza que foi realmente isso [parada cardíaca]”, destacou o jovem, em entrevista a Renata Ceribelli.

Os dois também descreveram a noite da morte de Gal. Segundo Gabriel, a cantora estava ‘bem, tranquila’ em uma noite, quando bebeu um chá preparado por ele e por Wilma e se dirigiu ao seu quarto.

“Fui no quarto da minha mãe dar boa noite pra ela. A Wilma falou que ela não estava bem, estava com calafrios, tinha vomitado, e que já tinha dado remédio para ela. Umas 4h30, 5h da manhã, fui acordado pela Wilma. Ela me chamando no quarto para ajudá-la a botar minha mãe na cama. Eu achei realmente que ela estava dormindo, que acabou caindo enquanto dormia. Só que aí fui chamá-la, chamei, chamei, chamei… Quando vi que minha mãe não estava respondendo comecei a ficar um pouco mais desesperado. Ela estava começando a ficar fria, pálida, a boca dela estava roxa. Liguei para o Samu. Me atenderam e falaram: ‘faz uns processos, massagem cardíaca’ até eles chegarem e nada”, relatou o jovem.

Segundo ele, o corpo da cantora ficou em sua cama até o dia do sepultamento. Apesar disso, ele descarta que a causa da morte de Gal tenha sido algo praticado por Wilma: “Não imagino que ela possa ter feito alguma coisa em relação à minha mãe. Não acho que ela chegaria a esse ponto.”

Mesmo assim, não é o que pensa Wilma Petrillo, que se defendeu de acusações que não foram proferidas. “Eu não sei do que ele está desconfiando. Ele acha que eu matei a mãe dele? Que eu matei Gal?”, questionou.

Ausência de autópsia

Durante a entrevista, Petrillo explicou por que a causa da morte da cantora não foi investigada. “Lembrei que a gente tinha visto na televisão um programa sobre necropsia, autopsia, e Gal disse: ‘Deus me livre se um dia eu tiver que ir embora e tiverem que fazer isso comigo’. Porque era uma coisa bastante agressiva. E falei: ‘Não quero autópsia'”.

‘Víbora’

Ao ser requisitado para descrever características de Petrillo, Gabriel não poupou críticas: “Mercenária, mentirosa, víbora e maluca.”

Ela, por sua vez, se descreveu como “uma pessoa extremamente maravilhosa, uma pessoa do bem”.

O jovem ainda destacou que as duas não eram um casal há anos. “Elas tiveram uma relação bem breve, e ela virou empresária da minha mãe. Começaram a morar juntas sem nenhum tipo de relacionamento além da amizade e trabalho. Todos os dias brigavam feio”, disse, afirmando que a mãe vivia em um “relacionamento tóxico”.

“Minha mãe era uma pessoa muito boa, então ela não conseguia deixar a Wilma porque a Wilma não tinha para onde ir”, continuou.

Wilma, por sua vez, defende que as duas quase não brigavam e nunca deixaram de ser um casal.

Maternidade

Segundo Gabriel, Wilma pediu para que ele a chamasse de mãe somente depois do falecimento de Gal: “Ela queria que eu ficasse perto dela, para ter o poder sobre a herança. Apenas para ela ser herdeira junto comigo.”

E explicou o documento que assinou, aos 17 anos, reconhecendo a união estável entre as duas: “Ela falou para mim que era para cuidar da gente, que precisava me ajudar. Eu falei: ‘Vou pensar’, mas ela sempre me apressava, botava pressão pra assinar.”

A empresária, que explicou que Gabriel não tem o sobrenome Petrillo porque “nunca se importou com isso”, acusou a nova namorada do jovem, que é 30 anos mais velha e sua ex-sogra, de manipulá-lo.

“Ela está a fim que Gabriel seja herdeiro e ela administre os bens dele. Eu não culpo ele, sei que não é ele. É essa mulher”, pontuou Wilma.

Fonte: ISTOÉ