Mesmo com salário de R$ 8 mil, assessora de Bolsonaro se inscreveu em programa social

7 de setembro de 2019 315

Da Época

Miqueline Sousa Matheus foi assessora do presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados por 13 anos — entre 2005 e 2018. Ela é mulher do assessor especial da presidência Wolmar Villar Júnior e tinha um salário bruto de R$ 8 mil em agosto de 2009 quando se inscreveu no programa de habitação do Distrito Federal chamado Morar Bem, espécie de braço estadual do Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Já o marido ganhava R$ 8.040.

Segundo o DF,  o programa é voltado para famílias com renda bruta de até 12 salários mínimos.

Miqueline foi convocada para apresentação de documentos em junho de 2013. Nessa época, o salário bruto dela era de R$ 6,4 mil e o do marido R$ 6.470. Miqueline, porém, é uma das funcionárias que mais teve variação salarial no período em que constou como funcionária do gabinete.

 

Em 2014, ela viu seus vencimentos na  Câmara despencar para R$ 845 mensais, o menor salário de cargo de confiança da Casa. Foi exonerada em dezembro de 2018, recebendo R$ 3,4 mil. Justamente no período em que ganhava o menor salário é que ela não deu entrada na moradia do DF.

 
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