Militares brasileiros se ouriçam com presença da China no continente e risco de guerra

16 de julho de 2020 129

De Igor Gielow na Folha de S.Paulo.

A presença da China na América do Sul, uma preocupação frequente dos Estados Unidos, entrou oficialmente no radar militar brasileiro. O risco de um confronto armado na região, também.

A atualização dos textos irmãos PDN (Política de Defesa Nacional) e END (Estratégia Nacional de Defesa), que será enviada ao Congresso no dia 22, mostra preocupação especial com os chamados “atores exógenos” no continente.

Os chineses já colocaram, segundo conta do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA, US$ 180 bilhões (R$ 964 bilhões) em programas de infraestrutura de países da região —muitos no sul do continente. Aderiram ao estratégico programa chinês Iniciativa Cinturão e Rota 25 das 31 nações latino-americanas.

 

Segundo o chefe do comando, almirante Craig Faller, a China abriu uma “armadilha econômica” para os empobrecidos países da América Latina.

Segundo o texto, “potências externas têm incrementado sua presença e influência nessa áreas”, em referência à região amazônica e ao Atlântico Sul.

Como já acontecia nas versões anteriores, a Amazônia é tratada como alvo de cobiça externa. Um documento preliminar sobre cenários para defesa até 2040, que a Folha revelou em fevereiro, mostrava que a França era vista como a maior ameaça estratégica ao país.

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