Moro chama Ditadura de "governo militar" em artigo em que ataca Lula por "adular ditadores"

12 de junho de 2023 111

Em desespero diante da possibilidade de ter seu mandato cassado e em meio à denúncias sobre supostos crimes nos tempos em que era juiz da 13ª Vara Federal, o senador Sergio Moro (União-PR) parece cada dia mais desnorteado em suas posições, sempre com o objetivo de atacar seu principal desafeto: o presidente Lula (PT).

Em artigo publicado nesta segunda-feira (12) no jornal de extrema-direita paranaense Gazeta do Povo, em que defende a liberdade de expressão para parlamentares, o senador mistura alhos com bugalhos e busca causar uma confusão mirando um ilusório "autoritarismo" do atual presidente.

Moro, que deixou a magistratura para se tornar ministro de Jair Bolsonaro (PL), admirador confesso de torturadores históricos do Brasil como Carlos Alberto Brilhante Ustra e Major Curió, ameniza ao classificar a Ditadura Militar como "governo militar".

Buscando equiparar o governo Lula a "períodos históricos marcados pelo autoritarismo", Moro chama a Ditadura de "governo militar".

"É ilustrativo o fato de que a imunidade parlamentar tenha sido objeto de restrições em Constituições promulgadas em períodos históricos marcados pelo autoritarismo, como o Estado Novo e o governo militar", escreve.

Em seguida, Moro diz que vivemos um "um contexto no qual há uma tensão global entre democracias e autocracias e no qual temos um Presidente da República que adula ditadores como Maduro e Ortega" para defender a revisão "da inviolabilidadade dos parlamentares por suas opiniões, palavras ou votos".

Na prática, Moro quer imunidade para seguir difundindo fake news e ataques gratuitos a Lula como fez na época em que comandava a Lava Jato.

Sem coesão alguma, no próprio texto o senador cita que "em 1969, na escalada de autoritarismo, a imunidade volta a ser excepcionada em 'casos de injúria, difamação ou calúnia, ou nos previstos na Lei de Segurança Nacional'". 

Fonte: REVISTA FÓRUM