Moro escala para o Coaf delegada responsável pela ação que levou reitor da UFSC ao suicídio

10 de março de 2019 179

Reportagem de Maria Cristina Frias, na edição deste domingo (10) da Folha de S.Paulo, informa que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, nomeou a delegada Érika Mialik Marena como conselheira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão que divulgou as movimentações suspeitas de R$ 1,2 milhão do ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), Fabrício Queiroz.

 

Marena, ex-delegada da Polícia Federal e apelidada de “mãe” da Operação Lava Jato, foi responsável pela ação que prendeu o reitor Luis Carlos Cancellier, da Universidade Federal de Santa Catarina. Exposto à execração pública pela mídia corporativa, o reitor não resistiu e se matou, atirando-se do alto do principal shopping da capital catarinense, em outubro do ano passado.

 

Marena já atua no governo, na pasta de Moro, como chefe do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional).

O fato de ser da Polícia Federal sinaliza que o Coaf poderá virar um braço na polícia, segundo criminalista ouvido pela Folha.

O Coaf não precisa de autorização judicial para analisar movimentação financeira. Até o governo Temer, era vinculado à Fazenda.

A possibilidade de o órgão passar a investigar pode diminuir sua capacidade para produzir relatórios de inteligência, segundo uma tributarista.