MORO PERDE A BATALHA: Petroleiros Condenam Prisão Política De Lula E Aprovam Indicativo De Greve

16 de maio de 2018 289

Da Federação Única dos Petroleiros – Com mais de 90% de aprovação nas assembleias, os petroleiros referendaram o indicativo da FUP de greve nacional por tempo indeterminado, com data a ser definida pelas direções sindicais. O objetivo é barrar o maior desmonte da história da Petrobrás. A greve é um importante instrumento de pressão e resistência, mas para retomar os investimentos da estatal e reverter a privataria que destroçou a maior empresa é preciso estancar o golpe e mudar os rumos políticos do País. Por isso, os petroleiros também aprovaram nas assembleias um manifesto público em defesa da soberania, pela democracia e contra a prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Assim como Lula e o povo brasileiro, a Petrobra?s e suas subsidia?rias sofrem o apetite desenfreado daqueles que na?o conhecem uma vida sem privile?gios. Antes o pilar de uma economia de pleno emprego, de gerac?a?o de tecnologia, de crescimento do o?leo e ga?s, da indu?stria naval, da explorac?a?o e refino, a Petrobra?s agora se ve? reduzida a um grande escrito?rio de exportac?a?o de o?leo cru, e de gerac?a?o de lucro, tecnologia e emprego para outros pai?ses. Com a destruic?a?o da indu?stria do petro?leo, nosso PIB sobrevive do agronego?cio, neto abastado das capitanias heredita?rias”, destaca a FUP no manifesto, cuja íntegra segue abaixo:

MANIFESTO EM DEFESA DA SOBERANIA, PELA DEMOCRACIA E CONTRA A PRISA?O POLITICA DE LULA.

A luta do proletariado contra a burguesia comec?a da sua pro?pria existe?ncia. E quando a existe?ncia de um opera?rio toma a dimensa?o de um pai?s inteiro, claro, toda populac?a?o fica imersa nessa luta.
Nessa disputa histo?rica, a elite brasileira escravocrata e entreguista cansou de brincar de democracia. Quando percebeu que no verdadeiro jogo democra?tico a desigualdade e a explorac?a?o diminuem, a burguesia resolveu que tentaria se recrear sozinha, como aquele menino mimado que na?o conhece o equili?brio entre oportunidade e capacidade e recolhe o objeto do jogo no meio da partida, pois acredita ter o me?rito de ser o dono da bola, costurada, justamente, pela classe que ele insiste em explorar.

No jogo de um time so?, e? impossi?vel ter mais de um vencedor. Por isso o Brasil na?o e? mais o mesmo: o pleno emprego deu lugar a? escravida?o, com o fim da CLT; o pai?s que foi exemplo de combate a? fome e a? mise?ria se foi. A terra das oportunidades, do SUS, das novas universidades, do Luz Para Todos, do Pre?- sal, e do sorriso de quem teve a oportunidade de sonhar com uma vida digna, se tornou a terra da desesperanc?a, de um povo que na?o confia em mais ningue?m, desacreditado de si mesmo.

O Brasil mudou, sim, mas na?o assumiu uma face desconhecida. Muito pelo contra?rio! Nossa elite de rapina rasgou 54 milho?es de votos para nos atirar no passado, e perseguir a maior lideranc?a popular desse pai?s com me?todos bastante conhecidos: a ideologia fascista, seu o?dio pelas conquistas do povo mais pobre e seu desprezo pela E?tica democra?tica.

Cometeram a proeza de nos fazer retroceder 518 anos, a um projeto colonial que arrasou nossas riquezas, do Pau Brasil ao Cafe?, agora repaginado para roubar nosso Pre?-Sal.

Assim como Lula e o povo brasileiro, a Petrobra?s e suas subsidia?rias sofrem o apetite desenfreado daqueles que na?o conhecem uma vida sem privile?gios. Antes o pilar de uma economia de pleno emprego, de gerac?a?o de tecnologia, de crescimento do o?leo e ga?s, da indu?stria naval, da explorac?a?o e refino, a Petrobra?s agora se ve? reduzida a um grande escrito?rio de exportac?a?o de o?leo cru, e de gerac?a?o de lucro, tecnologia e emprego para outros pai?ses. Com a destruic?a?o da indu?stria do petro?leo, nosso PIB sobrevive do agronego?cio, neto abastado das capitanias heredita?rias.

Essa mesma casta burocra?tica que aplicou o Golpe de Estado em 2016, e ficou adormecida durante dois anos de sexo expli?cito entre os poderes poli?ticos – bem simbolizado pela pornografia da mala dos 500 mil reais – agora comemora a prisa?o daquele que, indubitavelmente, fez melhor governo desse pai?s, o opera?rio que foi penalizado apenas por existir.

A defesa da ideia Lula, assim como foi a resiste?ncia popular do mandato da presidenta Dilma, na?o e? simplesmente a pauta de uma pessoa ou de um partido, mas sim a defesa de um projeto revoluciona?rio contra os verdadeiros criminosos do pai?s: aqueles que por se?culos exploraram os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras para viver uma vida de privile?gios.

O pai?s mudou, mas na?o os nossos sonhos. O Brasil ja? na?o e? mais o mesmo, mas nossa existe?ncia continua so?lida, como a chama da nossa luta, que aumentou – e aumentara? – na medida em que crescem os ataques ao povo brasileiro e a? soberania nacional.

Conclamamos a toda classe trabalhadora para se juntar a? categoria petroleira e ampliar a luta em prol da Democracia, nesse momento representada pela liberdade do presidente Lula.

FEDERAC?A?O U?NICA DOS PETROLEIROS – FUP