MP investiga grupo associado ao PCC por fraudes em licitações

16 de abril de 2024 73

O  Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, e a Polícia Militar deflagraram nesta terça-feira, 16, uma operação para desarticular um grupo associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), acusado de cometer fraudes em licitação em todo o estado de São Paulo.

Segundo a TV Globo, a 5ª Vara Criminal de Guarulhos expediu 42 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão temporária, que incluem três vereadores de cidades do Alto Tietê e do litoral paulista.

Com contratos que somam mais de 200 milhões de reais, alguns deles atendendo a interesses do PCC, as empresas do grupo atuavam para frustrar a competição em processos de contratação de mão de obra terceirizada em diversas prefeituras e câmaras municipais do estado.

Os promotores afirmam haver evidências de corrupção de agentes públicos e políticos, além de diversos outros crimes, como fraudes documentais e lavagem de dinheiro.

O PCC está por todo lugar

O promotor de Justiça Lincoln Gakyia, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), afirmou na semana passada que o PCC ganhou contornos de máfia.

Segundo Gakyia, a facção criminosa, chefiada por Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, está infiltrada no estado por meio de empresas de transporte público, coleta de lixo, saúde e assistência social.

“O que nos preocupa é que a organização está tomando tamanho de máfia, se infiltrando no estado, participando de licitações de estado. Isso é característico de máfias, como a gente já viu na Itália. […] E essa operação está atuando na asfixia financeira desse grupo”, disse o promotor em entrevista coletiva após a operação do Ministério Público que prendeu dirigentes de empresas de ônibus por ligação com o PCC.

Operação Fim da Linha

Ministério Público de São Paulo deflagrou na terça, 9, uma operação para cumprir quatro mandados de prisão preventiva e 52 de busca e apreensão contra dirigentes de empresas de ônibus suspeitas de lavarem dinheiro para o PCC.

A Justiça também decretou o bloqueio de 684 milhões de reais em bens dos investigados em razão de danos coletivos provocados pela atuação das empresas Transwolff e Upbus.

Segundo o MPSP, três dirigentes ligados à Transwolf, que atua na Zona Sul da cidade, foram presos. São eles: Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, Robson Flares Lopes Pontes e Joelson Santos da Silva.

Fonte: Redação O Antagonista