Na Alesp: Base de Doria manobra em CPI sobre propina para evitar testemunha

15 de outubro de 2019 130

CPI da Assembleia Legislativa de São Paulo que investiga suspeitas de pagamentos de propina em obras da estatal paulista Furp (Fundação para o Remédio Popular) durante gestões tucanas.

Ela agora chega à reta final sem que uma testemunha-chave do caso tenha sido convocada.

Risco foi agravado após manobra da deputada estadual Carla Morando do PSDB. Líder do partido e aliada do governador João Doria, ela pediu vista de um requerimento que determinaria a convocação da testemunha e deixou em xeque a viabilidade do depoimento no prazo necessário. Essa CPI da Furp foi instalada no começo deste ano após a base tucana ter conseguido barrar na Assembleia a CPI da Dersa, também com potencial de atingir políticos do PSDB devido às suspeitas em obras viárias a cargo da estatal, como as alças do Rodoanel. Deputada Carla Morando, que não é integrante da comissão investigativa, participou da reunião da CPI da Furp na terça passada (8) na condição de membro eventual (como líder do partido, ela pode se autoindicar), substituindo o correligionário Cezar, que faltou.

Informação de José Marques na Folha de S.Paulo.