NETANYAHU E LÍDERES DO HAMAS DENUNCIADOS POR CRIMES DE GUERRA
Nesta segunda-feira, 20/05, o promotor geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, pediu a prisão de Benjamin Netanyahu, de seu ministro da defesa, Yoav Gallant e dos líderes do Hamas Yahya Sinwar, Mohammed Diab Ibrahim al-Masri e Ismail Haniyeh por acusações de crimes de guerra. O pedido ainda deverá ser analisado pelos juízes da corte, mas já é histórico por si mesmo.
A solicitação vem após processo investigativo da promotoria, baseado em denúncias múltiplas. O massacre israelense ao povo palestino tem se intensificado desde os ataques do Hamas em outubro do ano passado e até agora provocaram mais de 35 mil mortes, a maioria crianças e mulheres, bombardeadas impiedosamente pelas forças militares de Israel. Além disso, alimentos e remédios têm sido impedidos de entrar na região por Israel e pela ação de milícias de civis israelenses. A recente invasão a Rafah, cidade ao sul da Faixa de Gaza, tem piorado tudo, pois muitos civis não encontram mais local para fuga.
A dupla denúncia visa, por óbvio, seguir o hipócrita discurso de estar atuando contra os dois lados, em uma patética imparcialidade, quando, de fato, não é possível comparar as ações do Hamas - por mais condenáveis que tenham sido - aos brutais crimes cometidos pelo Estado de Israel que, com uma força militar milhares de vezes superior a qualquer poderio presente na Faixa de Gaza, promove verdadeiro extermínio da população palestina, além de clara limpeza étnica.
O anão Joe Biden já se manifestou do alto de sua pequenez, dizendo que a acusação é absurda e que os EUA farão de tudo para proteger Israel e seu direito a se defender. Não está ainda claro como o governo estadunidense deve agir contra o Tribunal, mas especula-se que podem ser estabelecidas sanções contra seus membros, como banimento de autorizações de viagem para a terra da liberdade, congelamento de bens e, no limite, ações criminais. Como é sabido, Washington não reconhece a jurisdição do tribunal, justamente por ser um dos países que mais crimes de guerra comete, o que, contudo, não impediu o mesmo Biden de celebrar a expedição de um mandado de prisão contra Putin pelo mesmíssimo TPI ano passado. Aos amigos tudo, aos inimigos a fria letra da lei...
A acusação promete mesmo testar a efetividade do Tribunal e o quanto ele realmente é para valer, pois se trata agora de acusar o líder de um país protegido pelos EUA e pelas potências europeias e não mais um inimigo desses países ou apenas algum ditadorzinho africano. A depender do resultado, podemos mesmo ver a falência de mais um organismo multilateral, provando de novo a farsa da justiça sob o domínio burguês.
De toda forma, o ato corajoso do promotor é mais um elemento a atestar as atrocidades de Israel contra o povo palestino e a necessidade de uma rápida reação para colocar fim ao extermínio hoje em curso na Faixa de Gaza. (por David Coelho)
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