Núcleo duro de Bolsonaro vive tensão neste domingo com delação de Moro
Do Estado de Minas:
O depoimento do ex-ministro Sergio Moro na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, foi tão longo que precisou ser interrompido pelo menos uma vez. Os esclarecimentos começaram no início da tarde e se estenderam pela noite.
Moro respondeu perguntas de dois delegados da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e de três procuradores que saíram de Brasília e foram até o Paraná para participar da oitiva. O ex-ministro chegou ao prédio da PF em uma viatura da corporação e entrou por acesso privativo, que fica nos fundos do edifício.
Ele detalhou as acusações contra o presidente Jair Bolsonaro, afirmou que o chefe do Executivo atuou mais de uma vez para tentar interferir no comando da corporação e solicitou acesso a informações das quais não poderia ter conhecimento, pois não era parte nos inquéritos investigados.(…)
No governo, o clima foi de apreensão ao longo de todo o dia. O presidente Jair Bolsonaro tentou demonstrar que não estava preocupado com assunto. No entanto, ao longo de todo o dia conversou com aliados e com os filhos, para avaliar eventuais impactos das revelações. Interlocutores do Planalto informaram que o maior temor é de que ao longo dos últimos meses, Moro tenha registrado diversas conversas com o presidente, não só por mensagens de texto, mas também em áudios e vídeos.