Número de candidatos pastores em 2020 sobe 19% em relação a 2016
O número de pastores e pastoras que serão candidatos na eleição municipal saltou 19% em relação ao pleito de 2016. De acordo com levantamento feito pelo GLOBO com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 545 candidatos informaram ter como principal ocupação o posto religioso e usarão, na urna, um nome político que começa com “pastor” ou “pastora”. Em 2016, foram 457 candidatos nessa situação.
A porcentagem de aumento no número de pastores candidatos é bem maior que a relacionada ao aumento de candidaturas em geral, que foi de 10%, saltando de 496.927 em 2016 para 548.742 neste ano. Entre os candidatos que disseram ter como principal ocupação uma função religiosa, os que se identificaram como “pastor” somam 60%. Outros 350 se identificaram como “bispos”, “irmãos”, ‘irmãs”, “padres”, “reverendos”, “apóstolos”, “mães” e “pais” de santo. O número de pastores candidatos pode ser ainda maior, pois nem todos informaram ao TSE ter a atividade como principal ocupação.
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O estado com maior número de candidatos que disseram ter a função de pastor como principal ocupação é São Paulo, com 92 postulantes a cargos eletivos; em segundo lugar, aparece Minas Gerais, com 79 candidatos; em terceiro, o Pará com 41; em quarto, a Bahia com 39 e, em quinto, o Paraná, com 35 candidatos. O Rio de Janeiro ocupa a sexta posição, com 30 postulantes.
Sociólogo e cientista político, o professor Paulo Baía (UFRJ) atribui esse aumento a dois fatores: a eleição de Bolsonaro em 2018 e o fim das coligações entre partidos na disputa para vereador.