O PT de Porto Velho está sob nova direção e o crescimento da pirataria no rio Madeira

17 de novembro de 2023 85

Ler rezando

Os fenômenos climáticos extremos de 2023, cujas consequências estão à vista de todos, não podem ser atribuídos a uma causa única, depois da qual tudo voltará ao melhor dos mundos. Não existem explicações simples para o que é complexo. El Niño, La Niña, desmatamento, queimadas, há uma ampla cesta de problemas que às vezes assumem a ponta das preocupações, mas fazem só a ponta de um iceberg cujo corpo é muito maior do que sugere a aparência acima da água.

Diz-se que depois de um árduo dia de trabalho uma caldeirada de jaraqui é de comer rezando. Peixe saboroso, seria, porém, injusto com outros moradores das águas amazônicas considerar o jaraqui como o único peixe a merecer consideração à mesa. Nenhum bom paladar desprezará o tucunaré, o tambaqui, o pirarucu. Com as soluções possíveis para os problemas regionais também não há uma só receita que elimine outras. A variedade e a amplitude dos problemas obrigam a buscar um leque de opções no qual não é aconselhável pinçar um e desprezar os demais.

O anunciado e-book Diálogos Amazônicos: Contribuições para o Debate sobre Sustentabilidade e Inclusão, que sintetiza os materiais focados pela Escola SP de Ciência Avançada – Amazônia Sustentável e Inclusiva, é uma espécie de caldeirada para ler saboreando, a julgar pela variedade e interesse dos estudos realizados. Certamente vai motivar novos debates e sugestões.

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Nova direção

O PT de Porto Velho está sob nova direção. Eleito o novo Diretório Municipal, o então desconhecido Israel Trindade foi emplacado novo presidente de um partido que se reduziu a 700 filiados, depois de um auge quando contava com quatro deputados estaduais, dois federais, uma senadora e o prefeito da capital, além de milhares de filiados. Reduzido a pó, o partido atualmente sequer tem vereador na composição das 21 cadeiras da Câmara de Vereadores e busca reação nas eleições municipais. Pelo menos na Assembleia Legislativa o PT tem uma deputada estadual que vale por meia dúzia, que é Claudia de Jesus que é a deputada mais atuante da casa de leis.

A pirataria

Não bastassem os píratas do madeira, oriundos do Amazonas e do Pará, temos piratas locais se dedicando ao assalto as embarcações de passageiros e barcaças transportando eletrônicos ao longo da Hidrovia do Madeira. Os refúgios do bando foram identificados, já que nos conjuntos Orgulho do Madeira (na Zona Leste) e Morar Melhor (Zona Sul) foram tomados apartamentos pela bandidagem e se transformaram em escritórios do crime. A criminalidade só tem aumentado, numa escalada sem precedentes na capital rondoniense, já que também os embates entre as facções criminosas ocasionam mais homicídios.

Construção civil

Mesmo com milhares de placas de vende-se de casas residenciais e de pontos comerciais abandonados em Porto Velho, a construção civil segue como um dos principais vetores da economia local e de desenvolvimento na capital, gerando emprego, renda e tributos para as esferas municipais e estaduais. A oferta de imóveis novos para financiamento tem sido enorme em algumas regiões da cidade, enquanto em outras o segmento está mortinho da silva, patinando e não se ergue nem muros novos. O desafio dos empreendimentos é encontrar clientes menos arredios aos juros altos dos bancos. 

Plano de segurança

Vem aí mais um plano de segurança para a Amazônia. Nas últimas décadas quantos ministros da justiça estiveram em Rondônia e falando da necessidade de medidas efetivas de proteção as fronteiras, combate ao narcotráfico, contrabando, invasões as reservas indígenas e parques nacionais. No máximo os ministros da esfera da segurança visitam Porto Velho e o Forte Príncipe da Beira em Costa Marques e depois se mandam enquanto os cartéis bolivianos, colombianos e peruanos tomavam conta do pedaço. Vem mais um plano e o que se espera é que Rondônia seja realmente beneficiado com medidas protetivas.

 PAC eleitoral

Buscando reflexos positivos nas eleições municipais do ano que vem, o governo Lula está lançando um novo PAC, sem ter concluído a maioria das obras  prometidas dos PACs 1 e 2  nos governos petistas. Porto Velho até foi bem comtemplado pelos governos petistas, seja com Lula ou Dilma, mas ficamos sem o programa de abastecimento de água e coleta de esgoto para a população em virtude de divergências entre o governo estadual e a gestão municipal da época em pé de guerra. É o velho problema da desunião política que deixou a capital rondoniense a ver navios na área de infraestrutura.

Via Direta

 

*** A China se mantém como o maior pais importador da carne bovina brasileira, com quase a metade do produto exportado pelo Brasil *** Os Estados Unidos vem logo em segundo lugar no importante quesito da economia rondoniense *** As estatísticas apontam uma escalada de casos de feminicidios e de estupros no País. O que fazer para conter índices tão alarmantes na criminalidade? ***Ano a ano a mulher tem sido vítimas de casos com violência extrema. Em Rondônia a situação não é diferente do que ocorre no Sudeste *** De pires na mão os prefeitos rondonienses preparam novas incursões à Brasília em busca de recursos de emendas parlamentares dos deputados federais e senadores.

Fonte: CARLOS SPERANÇA
POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)

Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br