O SILÊNCIO DA GRANDE MÍDIA NA ÉPOCA DA ROUBALHEIRA DO PT

10 de junho de 2019 250

Hoje se observa com clareza solar o descomunal  esforço  feito pela esquerda  para  transformar o Brasil no  “tubo de ensaio” do  renascimento   da  experiência socialista/comunista , mesmo  após o seu “nocaute” - com  a queda do Muro de Berlim e a extinção da União das Repúblicas Socialistas da União Soviética-URSS, respectivamente, em 1989 e 1991 - na versão  concebida pelo filósofo marxista ,membro fundador e ex-Secretário Geral  do Partido Comunista da Itália, Antonio Gramsci.

Sabidamente a doutrina  de  Gramsci tinha como método a  implantação  do comunismo  pela via pacífica, descartado qualquer método violento, mais ou menos nos moldes antes defendidos  pela corrente revolucionária   russa  “menchevique”, em contraposição à “bolchevique, liderada por Lenin ,que ao final venceu  com muito sangue derramado  a  Revolução Russa de outubro de 1917,derrubando  o regime dos “Czares”.

Gramsci  queria chegar ao socialismo , pacificamente,  criando assim o clima necessário para implantação  definitiva do  comunismo, ou marxismo,  com alguns “temperos” de sua autoria  , em relação à doutrina original de  Marx.

Mas em toda a marcha da civilização jamais havia surgido no  mundo   uma população tão bem “moldada” para receber   um  programa  socialista  “experimental”  , testando  na própria carne  a  doutrina  do pensador italiano, o gramscismo. O Brasil da segunda metade do Séc. XX  tinha o perfil  ideal para  que se implementasse   essa experiência.

É claro que os grandes  pensadores socialistas não iriam tomar  a frente dos trabalhos para convencer o povo brasileiro das “maravilhas” do socialismo.

Os líderes gramscistas  vislumbraram esse “palco” ideal no Brasil.   E não perderam tempo. Começaram a selecionar dentre os trabalhadores  semianalfabetos os  que já  tinham se infiltrado   na política - e que nem possuíam  as condições intelectuais necessárias para saber  ao certo o que significava  essa “doutrina”- para que promovessem   no Brasil  os interesses da  esquerda.   E foi justamente essa a “identificação” que os trabalhadores/candidatos  tiveram com a maioria do povo brasileiro, e  que  propiciou a sua ascensão  rápida na política, através do voto, especialmente de  2002 para a frente.                                                                                              

Esses trabalhadores ”novatos” na política partidária, geralmente saídos dos   sindicatos, apesar da  íntima “aversão” que tinham ao   trabalho propriamente dito,  souberam como ninguém  fazer “política” e ascender  aos cargos  eletivos   nos Poderes Executivo e Legislativo . Elegeram-se ,com facilidade , vereadores,prefeitos,deputados estaduais e federais, senadores, governadores  e até presidentes da república, com Lula e Dilma.

Mas essa experiência do comando político da esquerda, do gramscismo, no Brasil ,deu pífios resultados. Foi um verdadeiro desastre. Nesse  nefasto período em que a esquerda  passou a participar da  política, mandando, parcialmente, de 1985 a 2002,e quase  totalmente  a partir daí,após a posse de Lula, nunca se roubou tanto do erário.                                                 

Muitos garantem que  o “roubo” nesse período   teria   sido em torno  de  10 trilhões de reais ,equivalente  a cerca    1,5 do PIB Brasileiro. Essa gigantesca quantia foi estimada pelo Juiz e hoje Ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Pois bem, durante todo esse período da roubalheira generalizada ,tudo passou em “brancas nuvens” pela mídia.  Embora sempre “atenta” a todos acontecimentos  , para a roubalheira petista   que praticamente “quebrou” o país, ela nada  viu, ouviu, falou ou escreveu. Seu silêncio foi “sepulcral”.

Onde estava essa mídia  durante toda a roubalheira do PT “et caterva”? Só tem uma resposta: quietinha ,comprada e faturando muito alto  !!!

Mais parece que nos poucos meses da Gestão Bolsonaro a mídia ficou “doente”. Não sei  se foi doença “mental”, ou “moral”. Mas tudo leva a crer  que  foi doença “moral”. Essa mídia começou a enxergar  “miragens”. Mas foram “miragens” diferentes. Não se restringiram a ver   malfeitos na política que não mais ocorriam desde  1.01.19. Foi uma “miragem” estapafúrdia . Que trouxe acontecimentos do passado como se estivessem acontecendo no presente . Lançou  na conta de Bolsonaro o que era devido pelo PT, e que teve a sua cobertura midiática.

Resumidamente, o  relativo sucesso do gramscismo no Brasil se deve ao atingimento dos seus objetivos de  tomada do  poder  político ,iniciando pela ocupação dos principais espaços da  mídia/meios de comunicação,  do comando nas Escolas e Universidades ,da  infiltração na própria Igreja, onde logrou êxito na “doutrinação” de uma infinidade de religiosos, e na ocupação dos cargos mais relevantes da Política, da Administração Pública e do  próprio Judiciário, onde conseguiu colocar uma grande quantidade   de “filhotes” do gramscismo, inclusive como juízes, desembargadores, e ministros de tribunais superiores. Não escaparam nem as Forças Armadas da sua infiltração. Nesse ponto, “Nota 10” ao gramscismo.

Deu para entender as razões do silêncio  da mídia e das diversas autoridades públicas  durante os longos anos da roubalheira do PT ? E por que alguns resolveram “acordar” somente após o surgimento do escândalo do “mensalão”, dos anos 2005 e 2006 ?

Mas surpreendentemente essa mídia ,antes mancomunada com o  PT,  resolveu romper com o seu silêncio. Mas “rompeu” no momento totalmente errado. Agiu como se estivesse com a “faísca atrasada”. Acordou  só  depois de muito  tempo em que deveria ter visto e  denunciado o que se passava  de irregular na política, da roubalheira que acontecia . Só “acordou” no Governo Bolsonaro,que  tomou posse em 1º de janeiro de 2019, fazendo um enorme esforço para criar irregularidades que não existem,fictícias. Como explicado antes ,foi pura “miragem”.

Mas esse fenômeno lamentavelmente não foi “privativo” da mídia. Ele aconteceu também nos de cargos preenchidos por concurso público, com “estabilidade”, dentre eles os  servidores públicos ,e alguns “agentes políticos” concursados  (juízes,por exemplo).

Hoje   qualquer  concursado  com estabilidade se acha no direito de transformar o país na “Casa-da- Mãe-Joana”, onde todo  mundo manda e ninguém manda ,ao mesmo tempo. Uns “metem o bedelho” onde não  deveriam, nem poderiam , inclusive  invadindo competências da alçada  exclusiva  do Presidente da República.   Qualquer juiz da  Comarca de   “Cacimbinhas”, por exemplo,  se acha  no direito de ditar normas  administrativas de repercussão NACIONAL  para o Presidente da República cumprir. Como poderá funcionar um Governo se ele depender da “cabeça” individual de cada um dos milhares de juízes espalhados por todos os cantos  do país ? Esse é verdadeiramente o típico  reduto  da “Casa-da-Mãe-Joana”. Como  conceber , por exemplo,  que um só juiz  possa “determinar” políticas nacionais sobre radares em rodovias ou sobre verbas a serem distribuídas pelo Ministério da Educação para as Universidades?

Sérgio Alves de Oliveira/advogado e sociólogo