O tamanho do desafio para os lulistas reduzirem a abstenção

8 de outubro de 2026 27

A “pesquisa de clima eleitoral”, intitulada “Como pensam os eleitores de Cury, Renan, Caiado e as abstenções”, foi feita com 1.600 pessoas (400 de cada um desses eleitorados) em 6 e 7 de outubro e tem margem de erro de três pontos percentuais e 95% de índice de confiança.

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O plano dos lulistas de reduzir a abstenção registrada no primeiro turno da eleição para conseguir uma “virada” contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo é praticamente impossível, segundo pesquisa Realtime Big Data divulgada nesta quinta-feira, 8.

Isso já tinha sido dito pelo cientista político Bruno Soller, sócio da Realtime Big Data, em entrevista ao Papo Antagonista na segunda-feira, 5, mas a pesquisa do instituto deixa o tamanho do desafio dos apoiadores de Lula mais claro.

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Após o 1º turno, Bruno Soler vê Flávio extremamente favorito

A “pesquisa de clima eleitoral”, intitulada “Como pensam os eleitores de Cury, Renan, Caiado e as abstenções”, foi feita com 1.600 pessoas (400 de cada um desses eleitorados) em 6 e 7 de outubro e tem margem de erro de três pontos percentuais e 95% de índice de confiança.

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No domingo, 4, cerca de 33,4 milhões de pessoas, 21,08% do eleitorado, não foram votar. A diferença entre Flávio, que recebeu 56,1 milhões de votos, e Lula (PT, foto), que recebeu 53,8 milhões, foi de cerca de 2,2 milhões de votos.

Ou seja, há votos de sobra entre quem se absteve para Lula “virar” no segundo turno, mesmo considerando que todos os 9,3 milhões de votos dos outros candidatos fossem para Flávio, mas esses eleitores não demonstram muita vontade de comparecer à sessão de votação em 25 de outubro.

Os motivos da abstenção

Os números são eloquentes: 28% dos que não foram votar simplesmente dizem que “não tinham interesse na eleição”; outros 19% “não se identificavam com nenhum candidato” e 18% se disseram “insatisfeitos com todos os candidatos”.

Além disso, 71% dos que se abstiveram se dizem “muito insatisfeitos” com a a atual situação do país, e apenas 5% estão “satisfeitos”. Para 74% deles, o país está “no caminho errado”, e apenas 11% o consideram no caminho certo.

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Ou seja, há votos de sobra entre quem se absteve para Lula “virar” no segundo turno, mesmo considerando que todos os 9,3 milhões de votos dos outros candidatos fossem para Flávio, mas esses eleitores não demonstram muita vontade de comparecer à sessão de votação em 25 de outubro.

Os motivos da abstenção

Os números são eloquentes: 28% dos que não foram votar simplesmente dizem que “não tinham interesse na eleição”; outros 19% “não se identificavam com nenhum candidato” e 18% se disseram “insatisfeitos com todos os candidatos”.

Além disso, 71% dos que se abstiveram se dizem “muito insatisfeitos” com a a atual situação do país, e apenas 5% estão “satisfeitos”. Para 74% deles, o país está “no caminho errado”, e apenas 11% o consideram no caminho certo.

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No domingo, 4, cerca de 33,4 milhões de pessoas, 21,08% do eleitorado, não foram votar. A diferença entre Flávio, que recebeu 56,1 milhões de votos, e Lula (PT, foto), que recebeu 53,8 milhões, foi de cerca de 2,2 milhões de votos.

Ou seja, há votos de sobra entre quem se absteve para Lula “virar” no segundo turno, mesmo considerando que todos os 9,3 milhões de votos dos outros candidatos fossem para Flávio, mas esses eleitores não demonstram muita vontade de comparecer à sessão de votação em 25 de outubro.

Os motivos da abstenção

Os números são eloquentes: 28% dos que não foram votar simplesmente dizem que “não tinham interesse na eleição”; outros 19% “não se identificavam com nenhum candidato” e 18% se disseram “insatisfeitos com todos os candidatos”.

Além disso, 71% dos que se abstiveram se dizem “muito insatisfeitos” com a a atual situação do país, e apenas 5% estão “satisfeitos”. Para 74% deles, o país está “no caminho errado”, e apenas 11% o consideram no caminho certo.

Se Lula conseguisse convencer esses 11% a votar nele, conseguiria cerca de 3,6 milhões de votos, o que não deveria ser o suficiente para vencer Flávio, considerando que o senador vai conseguir a maior parte dos 9,3 milhões de votos dos outros candidatos.

Economia

Quando questionados sobre a economia, 31% os eleitores que não foram votar juros e dívidas como o problema que mais afeta suas famílias. Esse foi o maior legado negativo do governo Lula, cuja desordem econômica obrigou o Banco Central a manter a taxa básica de juros no valor recorde de 15% por meses, e levou o governo a lançar três programas de renegociação de dívidas.

O número da pesquisa que mais pode animar os lulistas é o de que 37% dos absenteístas disseram aprovar a maneira como o atual governo vem administrando o Brasil, o que poderia render 12,2 milhões de votos para Lula, mas 40% do eleitorado que se absteve disse que tem certeza de que não vai votar e 38% disseram que provavelmente não vão votar, num total de 78%.

Apenas 7% disseram que vão votar no segundo turno com certeza, e outros 7%, “provavelmente”.

Além disso, 79% deles disseram que nada os faria mudar de posição.

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Fonte: Rodolfo Borges