Bolsonaro retuitou a postagem do seu filho dizendo que o ministro Bebianno é mentiroso. Se Bebianno ficar no governo, Bolsonaro terá um ministro que mente, segundo admitiu. Se sair, o ministro aceita que mentiu. Se for "saído", quem preside o país é o filho caçula.
Oposição no Congresso pressiona por depoimento de Bebianno
Os partidos de oposição na Câmara pressionam o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a colocar em pauta no plenário um pedido de convocação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno (PSL). Como justificativa para a convocação do ministro, citam o suposto desvio de recursos do Fundo Partidário do PSL nas eleições de outubro.
Dois pedidos já foram protocolados: um pelo líder da bancada do PSOL, Ivan Valente(RJ), e outro pelo deputado Henrique Fontana (PT-RS). O objetivo dos deputados é se reunir na próxima terça-feira com Maia para tratar do assunto.
Na semana que vem, a oposição vai definir outras linhas de atuação para manter acesa a crise no governo. “O episódio é gravíssimo e a crise muito mais profunda do que a denúncia de crime eleitoral. Esse governo está em uma crise permanente”, disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), líder da minoria.
No Senado, o líder da oposição, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que os partidos também vão tentar convocar Bebianno, para dar explicações.
A crise envolvendo o ministro movimentou ainda as redes sociais. Pelo Twitter, parlamentares cobraram resposta rápida do governo. O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) disse ver três desfechos para a crise. “Se Bebianno ficar no governo, Bolsonaro terá um ministro que mente, segundo admitiu. Se sair, o ministro aceita que mentiu. Se for ‘saído’, quem preside é o filho caçula”, escreveu, em referência a Carlos Bolsonaro – que, na verdade, é o filho “número dois” do presidente.
Henrique Fontana disse que o país quer “Ministerio Público, a Polícia Federal e a Justiça eleitoral investigando tudo isto com rigor”. Ivan Valente fez um breve resumo dos acontecimentos e concluíu dizendo que o “teatro de horrores não tem hora pra acabar”. Já Marcelo Freixo (PSol-RJ) cobrou respostas “Queremos explicações”.



