Entretanto, o desmatamento na Amazônia “aumentou em taxas alarmantes” nos últimos tempos. Segundo a carta, “a atual tendência de crescimento do desflorestamento no Brasil está tornando cada vez mais difícil para empresas e investidores atender aos critérios ambientais” exigidos pela Europa.
Além do comércio, os países europeus afirmam que estão preocupados com outros “efeitos negativos” do desmatamento. Entre eles, “as opções de subsistência de povos indígenas e comunidades locais.
“Gostaríamos de ter a oportunidade de discutir esse desafio junto com Vossa Excelência, através de nossos representantes diplomáticos, na esperança de que possamos trabalhar com base numa agenda comum, juntamente com outros parceiros europeus, para garantir 1 futuro próspero e sustentável para o nosso povo, o clima e o meio ambiente”, finalizam.
RESPOSTA
O vice-presidente Hamilton Mourão disse ao jornal Valor Econômico que a carta é uma “estratégia comercial dos países europeus”. Segundo ele, cabe ao Ministério das Relações Exteriores conversar com o embaixador alemão, Heiko Thoms, sobre o assunto.
“Na carta, eles colocam os representantes deles à disposição para o diálogo, aí nós estamos planejando aquela viagem à Amazônia. Vai ser feita no final de outubro.”