Papo furado sobre BR 319 e a briga do ICMS

27 de novembro de 2023 69

Filtrando a realidade

O negacionismo climático é anticientífico e desinformativo, baseado em suposições e lendas. No entanto, seduz muitas pessoas cujos antepassados acreditaram nas ameaças de apocalipse que desde a Idade Média são disseminadas por diversas seitas religiosas. Ao constatar que nenhuma delas se efetivou, é natural descrer das previsões em geral.

Isso é positivo quando as previsões não se baseiam em dados concretos. É preciso distinguir a ciência da crença resultante da ignorância e do medo. Atualmente, via redes sociais, as pessoas são bombardeadas por pegadinhas, memes e maluquices em profusão que espalham no ar, como a fumaça, grãos tóxicos com o potencial de envenenar mentes e distorcer a realidade. Nesse caso, só a multiplicação das informações corretas e a desmoralização do negacionismo irracional poderão instruir.

É o caso, por exemplo, da “Floresta Virtual”, game educativo criado pelo Espaço Interativo de Ciências, da USP. Explorando a Amazônia com simulação em 3D realista, o jogador tem acesso a conhecimentos sobre flora e fauna da região e se beneficiar da sabedoria dos povos originários. Trata-se de uma interessante ferramenta, em que as boas informações sobre a região somadas ao contato virtual direto por meio do jogo permitem a absorção de um retrato bem próximo do real em meio ao mar de desinformação e ignorância sobre a complexa verdade amazônica.

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Papo furado

O Grupo de Trabalho formado pelo ministro dos Transportes Renan Filho para buscar soluções para a pavimentação da BR-319 teve sua primeira reunião durante a semana. Sem recursos inseridos no Programa de Aceleração e Crescimento –PAC do governo Luís Inácio Lula da Silva para 2024, é muito difícil que a força tarefa criada encontre alguma solução a curto prazo para a reconstrução da estrada. O que se vê ainda é muito papo furado, confraternização dos políticos e a rodovia 369 prestes a enfrentar mais um novo inverno amazônico, cuja estação das chuvas paralisa a ligação rodoviária Porto Velho-Manaus.

Briga do ICMS

Os entreveros pelo aumento do percentual do ICMS se estende pela maioria dos estados do País. Dos antigos 17 por cento, alguns deles reajustando para 19 por cento, outros para 19,5 por cento como ocorreu em Rondônia, depois de tantos confrontos entre entidades com o governo estadual envolvendo também a Assembleia Legislativa. A grande verdade é que os governadores, diante da reforma tributária, precisam deste aumento visando garantir aporte de recursos para dar conta de suas demandas. Até São Paulo, o estado mais rico do País, se vê diante de conflitos entre lideranças políticas e empresariais com o governador Tarcísio de Freitas por causa do ICMS.

As festividades

Durante a semana os municípios de Ariquemes, Pimenta Bueno, Ji-Paraná e Vilhena desenvolveram atividades alusivas aos 46 anos de emancipação. Neste domingo é a vez de Cacoal, também criado em 1977, com decreto presidencial do então presidente Ernesto Geisel. Até então, na condição de territórios, os municípios eram desmembrados através de decreto do presidente da República e todos os cinco municípios se separaram de Porto Velho naquela época. Até então o território federal de Rondônia só contava com duas municipalidades, Porto Velho e Guajará Mirim,

Nos anos 70

Ao final dos anos 70, o território federal de Rondônia vivenciava uma das maiores migrações da história do País e o então governador Humberto Guedes dava o pontapé inicial para criar as condições necessárias para transformar o território em estado, condição que viria acontecer já no início dos anos 80, com seu sucessor, o governador Jorge Teixeira de Oliveira. De um território praticamente despovoado e um início da corrida migratória com a geada negra ocorrida no Paraná, em 1975, Rondônia chegaria aos 500 mil habitantes ainda em meados de 1980, com municípios fenômenos em crescimento, como Ji-Paraná.

Onda migratória

Nesta onda migratória rondoniense dos anos 70 e 80, o cara-pálida que vos fala, também desembarcaria, para participar da epopeia da implantação do jornal Estadão, do clã dos Calixtos, inaugurado em 22 de novembro de 1980. Pensava em permanecer uns 30 dias e voltar logo em seguida para meu amado Paraná, mas 43 anos depois ainda estou em Porto Velho, cidade que amo intensamente, como Curitiba, onde nasci, rolando escada, no Bairro Batel. E ainda em atividade, neste Diário da Amazônia, jornal pertencente ao SGC, do clã Gurgacz. Parabéns a população dos municípios aniversariantes que conheci ainda incipientes, em tantas jornadas eleitorais.

Via Direta

 

*** Depois de mais de trinta anos no mercado rondoniense, a Rede Allamanda, filiada ao SBT, foi vendida ao Grupo Norte de Comunicação com interesses nos vizinhos estados do Amazonas e Tocantins *** Apesar de todo chororô da bancada federal de Rondônia, os preços das passagens aéreas no estado seguem extorsivos e nada foi feito pelas empresas no sentido de reverter tamanha patifaria *** Neste final de ano os rondonienses familiares no Norte ou no Sul do País serão alvo de tarifas elevadíssimas pelas aéreas. Coisa de louco ***No aumento das passagens também está embutida a privatização do aeroporto local, com taxas salgadérrimas aos passageiros.

Fonte: CARLOS SPERANÇA
POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)

Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br