PARA BOLSONARO, O ÚNICO CRITÉRIO DE ESCOLHA É O ÓDIO.
A escolha de Abraham Weintraub é serve como baliza para definir os critérios de parâmetros para a escolha dos ministros, ou secretários de governo Bolsonaro. Se o ex-ministro Ricardo Velez, que não era brasileiro, não economizava palavras para atacar qualquer tipo de diversidade e, principalmente, o próprio brasileiro, o novo ministro continua com o mesmo padrão, em algumas “brilhantes” frases selecionadas pela própria mídia.
Velez falou e relinchou inúmeras bobagens históricas, como o fato de não ter havido um golpe militar em 1964, ou frases de combate ao que chama de “marxismo cultural”. Abraham não deixa por menos, há vídeo circulando na rede, em que o atual ministro chama o Fidel Castro de Playboy e matérias que apresentam o ministro como alguém que chama o ex-presidente Lula de “nove dedos”, em alusão à sua deficiência física.
Na palestra ele mostra um power point que exibia para os alunos após o tempo de aula –mas ainda dentro de sala– com fotos de Fidel Castro e Che Guevara. Apresentava o socialista ex-presidente de Cuba como “playboy” e “babaca”. Nas fotos, Fidel e Che apareciam usando relógios, supostamente Rolex, e roupas de grifes.
A cereja do bolo, da nova escolha de Bolsonaro, é a participação do novo ministro na “cúpula conservadora”, que é um grupo promovido pelo filho de Jair Bolsonaro, Eduardo, cujo maior pensador é o filósofo da quarta série, o autoproclamado, Olavo de Carvalho.
Bolsonaro escolheu um igual e igualmente ignorante em questões educacionais que é professor de Ciências Contábeis. A escolha têm a chancela da UniFesp, já que Abraham é concursado por lá. Serve, sobretudo, como alerta para que os concursos para professores de universidades sejam revistos e passem a incluir exigências pedagógicas e educacionais, o que não ocorre hoje. Na prática, qualquer idiota em questões educacionais pode passar em um concurso desde que tenha capacidades puramente técnicas e acadêmicas de sua área, sem qualquer experiência ou conhecimento em ensino.
As escolhas de Bolsonaro seguem uma lógica simples. Basta ser conservador, ter ódio contra a esquerda, contra as minorias e qualquer outro segmento que não se conforme aos padrões aceitáveis desse grupo de imbecis do passado, ainda vivos no século XXI. Velez, Abraham, Paulo Guedes, Damares Alves e outros. Foi isso que os brasileiros escolheram.