Para entender a armação da Receita em cima de Gilmar e Toffoli, por Luis Nassif

21 de agosto de 2019 327

Assim como a Lava Jato comprometeu a independência do Ministério Público Federal (MPF), comprometeu igualmente a da Receita Federal. A ponto das interferências de Bolsonaro não provocarem grandes gestos de solidariedade às duas corporações.

Segundo informações de dentro da Receita, a inclusão dos nomes de Gilmar Mendes e Dias Toffoli na lista dos 133 investigados pela Receita, não se deveu à manipulação dos critérios de seleção. Foi pior ainda.

Imaginava-se que haviam sido colocados critérios no algoritmo da Receita, que permitissem incluir Gilmar e Toffoli na lista. Com isso, dariam uma aparência de isenção à seleção.

 

Depois, se percebeu que esses critérios incluiriam também Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) alinhados à Lava Jato, especialmente Luiz Fux. Tirando os critérios que poderiam alcançar os aliados, nem Gilmar nem Toffoli estavam mais na lista dos 133 fiscalizados.  Decidiu-se, então, incluir os nomes de ambos a fórceps, sem submetê-los a nenhuma espécie de critério.

As investigações do Ministro Alexandre de Moraes identificaram apenas os funcionários da Receita que divulgaram a informação. Se exigir a explicitação dos critérios de seleção, chegará aos que montaram a arapuca.

Hoje em dia, a Receita está dividida entre o Sindicato, bolsonarista, e os lavajatistas.