Para o New York Times, Bolsonaro é “o menor e mais insignificante dos homens”

26 de agosto de 2019 148

Deu no New York Times que “um tesouro global está à mercê do menor e mais insignificante dos homens”:

Vista do lado de fora, a Amazônia é uma enorme e indistinta copa de árvores, mas, uma vez que você está dentro dela, é de fato um “universo monumental”, nas palavras do antropólogo Claude Lévi-Strauss.

Tem uma estrutura impressionante em camadas: o solo fica sob um emaranhado de raízes, musgos e folhas em decomposição; troncos pálidos aparecem e desaparecem à medida que sobem na exuberante folhagem. As árvores mais altas podem alcançar até 200 pés, quase a altura das torres de Notre-Dame. E agora é a vez deles de queimar. (…)

Bolsonaro, que uma vez ameaçou deixar o acordo climático de Paris, é famoso por desconsiderar qualquer preocupação ambiental – ele afirma que o Brasil sofre de uma “psicose ambiental” – que, em sua opinião, apenas prejudica o desenvolvimento econômico.

 

Em julho, ele disse que as questões ambientais são importantes apenas para os “veganos, que comem apenas verduras”. Ele também declarou que o Brasil e seus recursos são “virgens” que “todo pervertido quer”. Quando perguntado sobre os incêndios, o presidente sugeriu, sem nenhuma evidência, que organizações não-governamentais poderiam tê-las iniciado para gerar uma atenção negativa em relação ao seu governo.

Tem sido doloroso ver o país queimar, literal e figurativamente, sob Bolsonaro. Neste momento, os brasileiros sentem uma dor coletiva e perplexa por tudo o que perdemos – não apenas como cidadãos brasileiros, mas como humanos. A Amazônia é frequentemente descrita como os “pulmões” da Terra, produzindo 20% do oxigênio da nossa atmosfera. Também armazena dióxido de carbono, uma das principais causas do aquecimento global.