Para sobreviver no governo, Wajngarten deve tentar livrar a cara de Pazuello na CPI nesta quarta-feira
No depoimento que dará nesta quarta-feira (12) à CPI do Genocídio, o ex-secretário de Comunicação e atual secretário-executivo do ministério das Comunicações, Fabio Wajngarten, deve tentar poupar o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello.
Ele vai buscar não responsabilizar diretamente o ex-ministro da Saúde pelo que define como incompetência e ineficiência na compra de vacinas contra o coronavírus.
Ao contrário da expectativa dos senadores, Wajngarten tentará limitar seu depoimento ao relato do que fez para tentar sem sucesso agilizar a compra de imunizantes pelo governo federal.
Incompetência governamental
Em entrevista concedida à Revista Veja no final de abril, Wajngarten afirmou que houve incompetência governamental na compra de vacinas contra a Covid-19. O ministro evitou criticar o presidente e jogou tudo na conta do Ministério da Saúde.
Perdendo espaço
Wajngarten vem perdendo influência no Ministério das Comunicações, chefiado atualmente por Fábio Faria. Segundo servidores da própria pasta ouvidos pelo UOL, pessoas indicadas por ele na pasta deverão ser trocadas por nomes ligados ao vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).
Dentre os servidores que estão na mira da degola, estão o secretário de Publicidade e Propaganda, Rodrigo Fayad, responsável pelo contato com as principais agências de publicidade do país, e a subsecretária de Imprensa, Stéfane Maia.
Com informações do Painel, da Folha