Perfil do eleitor
14 de junho de 2018
925
Arrisco-me a parecer preconceituoso, mas a realidade brasileira é a que estampa o vídeo que circula no zap, generosamente enviado pelo amigo Leo Ladeia. Ele exibe a dramática realidade do sistema educacional brasileiro. Nenhuma das pessoas entrevistadas aparenta a menor indicação de algum registro sobre as quatro operações aritméticas, mas com certeza todas sabem assinar o nome e possuem título eleitoral. São pessoas assim que, quando consultadas, têm na ponta da língua seu candidato à presidência da república: "Lula".
Tive a oportunidade de experimentar há algum tempo a mesma curiosidade em conversa com feirantes e ambulantes no mercado central de Porto Velho. Encontrei vários vendedores que não têm a menor noção do que vem a ser uma tabuada. Mas todos responderam afirmativamente quando perguntei se saberiam ler. Nenhum deles se admitiu analfabeto. São eleitores e a maioria vota em Lula. E não acreditam quando ouvem que ele está preso. A resposta é invariavelmente: - "É o que dizem por aí, mas não acredito. Ninguém vai preso só por ser candidato, né?" Então?
Limitações da administração desta página impedem a reprodução do vídeo, coisa que oportunamente poderei fazer, logo após a reformulação que está sendo implementada. Mas selecionei uma das conversas que registrei com um vendedor de churrasco. Perguntei quanto custava e ele respondeu: - "Um é três, dois é cinco".
Daí, perguntei se ele poderia fazer três por nove e ele negou. Insisti, então, em pedir quatro por dez e ele quase se irritou: - "Tu é doido, é? Quer me enganar? Se não posso fazer três por nove, como é que vou fazer quatro por dez?"
Daí, perguntei se ele poderia fazer três por nove e ele negou. Insisti, então, em pedir quatro por dez e ele quase se irritou: - "Tu é doido, é? Quer me enganar? Se não posso fazer três por nove, como é que vou fazer quatro por dez?"
A verdade é que Lula aparentemente se elege mesmo preso. Basta que lhe concedam o registro. Não é possível? Convém não confrontar a lógica com a realidade brasileira. Já temos deputado preso em regime semi aberto autorizado a trabalhar. Convém você não perguntar aonde para não se aborrecer, pois a resposta é na Câmara. Mais: o Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região atendeu ao pedido da defesa do ex-presidente e assegurou a manutenção dos direitos e prerrogativas garantidos aos ex-presidentes da República.
Os benefícios incluem dois motoristas, quatro seguranças e dois assessores, além de dois carros oficiais. Se perguntarem por que ao desembargador federal André Nabarrete Neto, que autorizou a medida, ele certamente irá responder que é o que manda a lei. E caso alguém insista que perguntar para que, ele não saberá responder.
Apesar de tudo, a resposta óbvia é: - "Porque no Brasil é assim". Pois não?
MAIS LIDAS
Master: Toffoli diz a interlocutores que não deixará inquérito no STF
JUDICIÁRIO
20 de janeiro de 2026
Haddad propõe que Banco Central fiscalize fundos de investimentos
POLÍTICA
20 de janeiro de 2026
As prioridades de Davi Alcolumbre para a volta do recesso
POLÍTICA
26 de janeiro de 2026
Master: Fachin antecipa volta a Brasília para gerenciar crise no STF
JUDICIÁRIO
20 de janeiro de 2026
A guerra do 6×1: em busca de saída, oposição vai defender regime de hora trabalhada
POLÍTICA
2 de fevereiro de 2026