PF deflagra Operação Zona Cinzenta contra irregularidades de R$ 400 milhões na previdência do Amapá

6 de fevereiro de 2026 22

Ação de investigação de crimes de gestão fraudulenta e temerária envolvendo a aplicação de recursos de servidores em letras financeiras; operação ocorre após desdobramentos semelhantes no Rio de Janeiro

Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (6), a Operação Zona Cinzenta , com o objetivo de investigar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Amapá Previdência (Amprev) . O foco da investigação reside na aplicação de R$ 400 milhões em títulos emitidos pelo Banco Master , liquidados em novembro do ano passado.

De acordo com nota oficial emitida pela corporação, a ofensiva busca apurar os crimes de gestão temerária gestão fraudulenta . Estão sendo cumpridos quatro mandatos de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara de Justiça Federal , em Macapá .

Alvos e processo de decisão

Entre os alvos da operação estão o diretor-presidente da Amprev , Jocildo Silva Lemos , e os integrantes do comitê de investimentos , Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves .

As investigações apontam que os nomes citados votaram favoravelmente à aquisição de Letras Financeiras do Banco Master durante três reuniões colegiadas realizadas nos dias 12, 19 e 30 de julho de 2024. A PF sustenta que:

“A investigação a exame a aprovação e a execução de investimentos realizados pela autarquia estadual responsável pela gestão do RPPS/AP em Letras Financeiras emitidas por banco privado.”

Contexto nacional e impactos

O caso do Amapá não é isolado. Dados do Ministério da Previdência Social indicam que, entre outubro de 2023 e dezembro de 2024, regimes próprios de previdência de 18 estados e municípios alocaram pelo menos R$ 1,9 bilhões em títulos da mesma instituição financeira.

Operação Zona Cinzenta ocorre em uma fiscalização rigorosa sobre os fundos de pensão estaduais. No dia 23 de janeiro, o Rioprevidência — que detém o maior volume de transportes nesses títulos (R$ 970 milhões) — também foi alvo de ação policial. Na última terça-feira (3), o ex-presidente da autarquia fluminense, Deivis Marcon Antunes , foi preso. O fundo dos servidores do Amapá aparece como o segundo maior investidor no ranking desses ativos sob suspeitas.

A autarquia estadual do Amapá é a responsável pela gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) , afetando diretamente a segurança financeira dos servidores públicos do estado.

Fonte: ALAN ALEX
PAINEL POLITICO (ALAN ALEX)

Alan Alex Benvindo de Carvalho, é jornalista brasileiro, atuou profissionalmente na Rádio Clube Cidade FM, Rede Rondovisão, Rede Record, TV Allamanda e SBT. Trabalhou como assessor de imprensa na SEDUC/RO foi reporte do Diário da Amazônia e Folha de Rondônia é atual editor do site www.painelpolitico.com. É escritor e roteirista de Programas de Rádio e Televisão. .