PF No Palácio Do Planalto. Michel Temer E Seus Aliados Cada Vez Mais Acuados!!

13 de março de 2018 374

Assessores do governo federal confirmaram, nesta terça-feira (13), que agentes da Polícia Federal estiveram no Palácio do Planalto semana passada. Segundo a Secretaria de Comunicação Social, a operação teve como objetivo notificar a decisão do ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a quebra de sigilo do presidente Michel Temer.

Não foi confirmado se a PF estava ou não também em busca de informações do e-mail usado por Rodrigo Rocha Loures, ex-deputado e ex-assessor de Temer, versão divulgada na mídia. A Polícia Federal teria notificado uma secretária do Planalto pedindo acesso ao computador de Rocha Loures, que despachava do terceiro andar.

Quebra de sigilo

Barroso autorizou, no dia 27 de fevereiro, a quebra de sigilo bancário de Michel Temer. Contudo, a decisão só veio à tona no último dia 5. A decisão atendeu a um pedido do delegado Cleyber Malta, responsável pelo inquérito que investiga irregularidades na edição do decreto dos Portos, assinado em maio de 2017.

A quebra de sigilo abrange o período entre 2013 e 2017. A solicitação feita pelo delegado em dezembro do ano passado diverge do pedido da procuradora-geral da República Raquel Dodge. Também em dezembro do ano passado, Dodge solicitou quebras de sigilo no âmbito do inquérito dos Portos, mas não incluiu entre os alvos o presidente Temer. No entendimento da PGR, não havia, à época, elementos para a quebra do sigilo.

Na semana passada, em despacho para solicitar a prorrogação por mais 60 dias da apuração, o delegado Malta reiterou a necessidade da quebra de sigilo e disse que medida era imprescindível para a investigação. Segundo ele, sem o acesso aos dados bancários não seria possível alcançar a finalidade da investigação.

Portos

O inquérito contra Temer foi solicitado pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em junho do ano passado e teve sua abertura autorizada por Barroso, em setembro. A apuração mira os possíveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva.

Além do presidente, são investigados no inquérito Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor de Temer e ex-deputado federal e Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente dono e diretor da empresa Rodrimar. Todos negam irregularidades.