Piauí pode ganhar 245 mil habitantes em disputa com o Ceará
21 de fevereiro de 2021
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Foto Reprodução Facebook
Uma disputa que está no Supremo Tribunal Federal (STF) pode fazer seis municípios cearenses, com um total de quase 245 mil habitantes, passaram a integrar o estado do Piauí.
Uma disputa que está no Supremo Tribunal Federal (STF) pode fazer seis municípios cearenses, com um total de quase 245 mil habitantes, passaram a integrar o estado do Piauí.
A ação que discute o imbróglio tramita no STF desde 2011. Se ela for julgada procedente, passam a ser piauiense os municípios de São Benedito, Croatá, Carnaubal, Guaraciaba do Norte, Ibiapina e Poranga.
Além dos seis municípios que mudariam para o lado piauiense, outras sete cidades teriam suas extensões afetadas. São elas: Crateús, Ipaporanga, Tianguá, Viçosa do Ceará, Granja, Ipueiras e Ubajara.
A área afetada compreende cerca de 3 mil km², 1,9% do território cearense, segundo dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).
A pendência é antiga e remonta aos tempos do Império. Em 1880, um Decreto Imperial de 1880 concedeu uma saída para o Atlântico para o Piauí, anexando área de praia. Em troca, o Ceará ficou com a área de Crateús
Além dos seis municípios que mudariam para o lado piauiense, outras sete cidades teriam suas extensões afetadas. São elas: Crateús, Ipaporanga, Tianguá, Viçosa do Ceará, Granja, Ipueiras e Ubajara.
A área afetada compreende cerca de 3 mil km², 1,9% do território cearense, segundo dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).
A pendência é antiga e remonta aos tempos do Império. Em 1880, um Decreto Imperial de 1880 concedeu uma saída para o Atlântico para o Piauí, anexando área de praia. Em troca, o Ceará ficou com a área de Crateús
O caso foi discutido nesta sexta-feira (19) pela Assembleia Legislativa do Ceará. Em reunião virtual, o Comitê de Estudos de Limites e Divisas Territoriais do Estado do Ceará da Assembleia debateu o caso.
A coordenadora do Comitê, deputada Augusta Brito (PCdoB), afirmou que todas as medidas jurídicas estão sendo acompanhadas e respondidas pelo Estado e é necessário que haja mobilização e ação conjunta. “Estamos tentando unir as forças, respeitando o sentimento de pertencimento das pessoas”, disse.
A coordenadora do Comitê, deputada Augusta Brito (PCdoB), afirmou que todas as medidas jurídicas estão sendo acompanhadas e respondidas pelo Estado e é necessário que haja mobilização e ação conjunta. “Estamos tentando unir as forças, respeitando o sentimento de pertencimento das pessoas”, disse.
A parlamentar, que é da região da Ibiapaba, comentou que é possível sentir a angústia das populações da região com o litígio e, por isso, novas estratégias e informações precisam ser alinhadas
Cleyber Nascimento, do Ipece, apresentou relatório contextualizando a disputa na divisa interestadual entre o Ceará e o Piauí, destacando aspectos históricos, uma vez que a disputa remonta à época colonial, e detalhando pontos técnicos e problemas nos relatórios produzidos pelo IBGE e Exército sobre a região. Ele indicou que “o território representa uma projeção dos diferentes modos de luta e vivência da cidadania. No território não temos apenas aspectos fisiográficos”, por isso, existem questões sociais, culturais e de identidade a serem envolvidas no entendimento da ação.
Com informações do Diário do Nordeste
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Fonte:
REVISTA FORUM/FABÍOLA SALANI