Políticos de Rondônia falharam miseravelmente com a concessão da BR-364 e na luta pelas tarifas aéreas
Novos medos
Depois da surpreendente ação dos EUA na Venezuela, em que métodos de ataque mantidos em segredo e máscaras de distração derrubaram como um castelo de cartas as posições fortemente protegidas de Nicolás Maduro, tudo passa a ser suspeito.
Ninguém sabe quem pode ser o alvo ou como será um próximo ataque ordenado pelo governo americano. A tecnologia e a Inteligência Artificial criaram forças de guerra caracterizadas por sigilo, invisibilidade, rapidez vertiginosa e ação cirúrgica. Ataques de surpresa somando aos eternos temores de conflitos novos medos antes inexistentes, dentre os quais o da própria sombra, onde pode estar oculta uma ameaça desconhecida.
Quando há medo, tudo é suspeito. Na tarde de terça-feira um avião do Corpo de Bombeiros de Rondônia em missão de transporte aeromédico foi interceptado por um caça da FAB enquanto sobrevoava Campo Grande (MS). Um paciente de Porto Velho estava sendo transportado para Arapongas (PR).
O piloto, tenente-coronel João Cordeiro, fez o registro da interceptação em vídeo. As autoridades alegaram que essa ocorrência fez parte dos procedimentos padrão da FAB para fiscalizar o espaço aéreo e pode ocorrer com qualquer avião. Quem já está com medo da própria sombra se questiona por que algo alegadamente corriqueiro foi filmado por um piloto experimentado como o tenente-coronel Cordeiro.
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Na boca do povo
O que está na boca do povo de Praia do Tamanduá, no norte rondoniense, a Serra do Touro, no Colorado do Oeste, região do Cone Sul do estado é que a maioria dos políticos rondonienses arregou no episódio da concessão da BR 364, num possível propinoduto escancarado ocasionando uma tarifa tão absurda no pedágio da BR-364, a maior adotada em todo o País. Com a revolta popular no estado – estendida aos acreanos e amazonenses igualmente prejudicados no transporte de alimentos – muitos políticos encenam que foram contrários ao pedagiamento, etc, e tal.
Falhas e omissões
Os políticos com mandato em Rondônia – em todos os níveis e de forma generalizada –falharam miseravelmente com a população rondoniense no caso da concessão da BR-364 como também na luta pelas tarifas aéreas por aqui, as maiores aplicadas pelas companhias no País. Como consequência das omissões e das incompetências, os preços dos alimentos em vista da elevação dos custos nos transportes já estão aumentando nos supermercados rondonienses, acreanos e amazonenses. Para corrigir a situação criada em Rondônia, as bancadas federais de Rondônia, Acre e Amazonas precisam se unir para tentar reverter esta situação.
Os fundamentos I
Existem alguns fundamentos para o crescimento inicial da candidatura do atual prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) ao CPA, que sofreu avarias, com o posicionamento do clã dos Expeditos, colocando Expedito Pai no bolsonarismo e Expedito Filho no Lulapetismo, numa jogada para ficar bem com os dois lados ou para mais adiante se entenderem num único bloco na peleja pelo Palácio Rio Madeira. A coisa começa pelo desejo de Cacoal e região do Café eleger seu primeiro governador, proeza alcançada por Ji-Paraná com José Bianco e Rolim de Moura, com Valdir Raupp e Ivo Cassol, com Ariquemes com Confúcio Moura. Lembrando que Vilhena também, teve seu governador nomeado, Ângelo Angelim.
Os fundamentos II
Além da aspiração regional latente de eleger um governador pela Região do Café, existe o fato da excelente aprovação do mandato do prefeito de Cacoal perante a população, que inegavelmente tem se firmado como um dos melhores alcaides da atual geração no estado de Rondônia. Sempre com bom faro, qual um perdigueiro, o ex-senador Expedito Junior, mentor do surgimento do ex-governador Ivo Cassol (Rolim de Moura) e do ex-prefeito Hildon Chaves (Porto Velho), constatou este e outros fundamentos para uma jornada exitosa de Fúria. O que que prejudica a ascensão do candidato é o fato de Fúria ter se tornado um candidato frankstênico, com cabeça bolsonarista e corpo Lulapetista
Apagão geral
Os polos regionais de Porto Velho, Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal e Vilhena padecem com um apagão de mão de obra para a construção civil em vista de transferências maciças de operários do ramo para o Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Não bastasse esta migração desenfreada para a Sul maravilha da massa de trabalhadores, verifica-se que pedreiros, eletricistas, pintores e demais trabalhadores do ramo da construção estão se transferindo para os aplicativos. No novo segmento trabalham menos e ganham mais. Em Porto Velho, por exemplo, achar alguém até para pequenos reparos na residência se transformou num martírio.
Via Direta
*** O péssimo asfaltamento da Estrada da Penal em Porto Velho chama atenção. A prefeitura de Porto Velho afirma que tem realizado ações criteriosas em pavimentação esclarecendo que o esburacamento precoce ocorreu por responsabilidade do governo estadual que executou aquela obra *** Os cientistas estão comprovando que os desmatamentos têm causado elevação da temperatura também na região amazônica. Somado as queimadas na região Norte a situação só está se agravando *** Segue o fechamento de pequenas e até grandes empresas em Porto Velho. A rede de supermercados DB com sede em Manaus, está cerrando as portas na capital rondoniense e colocando tudo em liquidação.
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POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)
Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br