População volta às ruas em protestos contra governo Bolsonaro e cortes na Educação; acompanhe as imagens
Jornal GGN – Em em todas as capitais do país a população organiza manifestações hoje, 30 de maio, contra o governo Bolsonaro. Os atos são uma repetição do dia 15 de maio, com o foco central contra o corte nas verbas para universidades e instituições federais de ensino e a reforma da Previdência.
Logo pela manhã, milhares bloquearam a Esplanada dos Ministérios, no centro de Brasília. O ato foi convocado pelas redes sociais. O grupo iniciou a concentração na Museu Nacional da República e deu uma volta na Esplanada dos Ministérios. Segundo informações do G1, três faixas do Eixo Monumental ficaram bloqueadas para a passagem dos manifestantes e foram liberadas por volta das 13h40.
Durante a marcha, ocorreu um princípio de tumulto entre policiais militares e manifestantes. A polícia chegou a usar spray de pimenta e um homem foi preso e encaminhado para a 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte. Uma mulher também foi detida, mas liberada em seguida, porque passou mal e precisou de atendimento do Corpo de Bombeiros.
No centro de Recife, estudantes, professores e sindicalistas se reuniram para protestar contra o governo Bolsonaro. A concentração começou no Ginásio Pernambucano, na Rua da Aurora, de onde saíram para uma passeata pelo centro da capital às 16h50.
“O presidente Jair Bolsonaro não voltou atrás com os cortes. Não vamos parar enquanto ele não suspender o contingenciamento até que ele entenda que só com a educação o Brasil vai voltar a avançar”, disse a presidente da União dos Estudantes de Pernambuco (UNE-PE), Manuella Mirella.
Em São Paulo, a concentração dessa vez aconteceu no Largo da Batata, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Assim como em todas as cidades do Brasil, os atos foram convocados pelas redes sociais.
Os manifestantes bloquearam o trânsito na Avenida Faria Lima sentido Rebouças e fecharam a rua Teodoro Sampaio. Durante o ato, a população abriu uma faixa com a frase “O Brasil e une pela educação”.
Às 15h, ainda no Largo da Batata, a Faculdade de Educação da USP e da PUC organizou uma aula aberta para discutir o papel da universidade pública e da importância da pesquisa, realizada por Bia Lopes, da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).
“A defesa da ciência e da pesquisa científica tem a ver com a defesa dos investimentos, mas também de um projeto de país que seja soberano e que dê respostas para nossos problemas. Ao diminuir as bolsas de pesquisa, Bolsonaro sucateia isso e oferece para iniciativa privada. Mas sabemos que 90% da nossa produção científica é feita dentro das universidades”, disse.
Por volta das 18h, os organizadores iniciaram uma marcha em sentido à Avenida Rebouças até a Avenida Paulista, onde o ato continua.














