Presidenciáveis assinam manifesto: ‘Três décadas depois da Constituição, a democracia é ameaçada’

1 de abril de 2021 52

Um grupo formado por seis nomes tidos como presidenciáveis para a disputa de 2022 assinou e divulgou um manifesto pró-democracia na última quarta-feira, 31. O título do texto é Manifesto Pela Consciência Democrática. Os signatários são o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PDT), os tucanos João Doria, governador de São Paulo, e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, além do empresário João Amoedo (Novo) e o apresentador Luciano Huck.O texto não traz nenhuma citação sobre candidatura no ano que vem, mas todos os que assinam convergem em serem críticos ao presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, fica clara a proximidade do grupo — que pode resultar em uma chapa para a disputa de 2022. O manifesto diz que “três décadas depois da constituição de 1988, a democracia brasileira é ameaçada”. Em outro trecho, é dito que “cabe a cada um de nós defender e lutar pelos princípios e valores democráticos”.

A carta deixa claro que “a democracia é o melhor dos sistemas políticos que a humanidade foi capaz de criar. Liberdade de expressão, respeito aos direitos individuais, justiça para todos, direito ao voto e ao protesto. Tudo isso só acontece em regimes democráticos. Fora da democracia, o que existe é o excesso, o abuso, a transgressão, o intimidamento, a ameaça e a submissão arbitrária do indivíduo ao estado”.

O manifesto foi divulgado na quarta-feira, dia 31 de março, justamente no dia em que o golpe militar de 1964 completa 57 anos. Na mesma data, o presidente Jair Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma foto de seu tempo no Exército, relembrando que “verdadeiros democratas não apagam fotos ou fatos” e a ação do Congresso, em 2013, que anulou a sessão de 2 de abril de 1964, que destituiu o então presidente João Goulart.

Fonte: JOVEM PAN