Presidente da ABDI diz que recebeu pedidos “não republicanos” de secretário do Ministério da Economia

31 de agosto de 2019 342

Da Veja:

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, é acusado por um de seus subordinados de fazer “pedidos não republicanos”. A denúncia é feita por Luiz Augusto de Souza Ferreira, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em entrevista a VEJA.

 

Os dois têm travado uma guerra particular, repleta de dossiês e ameaças veladas. A intriga vinha sendo abafada para evitar qualquer prejuízo ao andamento da reforma da previdência no Congresso. Luiz Augusto, conhecido como Guto, foi indicado ao comando da ABDI pelo pastor Marcos Pereira (PRB-SP), vice-presidente da Câmara dos Deputados.

Nos últimos dias, porém, a situação ficou incontornável. O secretário Carlos da Costa decidiu demitir o seu subordinado, porque ele não estaria entregando os resultados planejados. Mas o presidente da ABDI rejeitou a sua exoneração. Disse que só sairá do governo com uma ordem expressa do presidente Jair Bolsonaro — e que está sendo perseguido por seu chefe.

 

“Não tenho a menor dúvida que o motivo da discussão da minha saída é o ódio do secretário Carlos da Costa porque não atendi aos pedidos não republicanos dele”, diz Guto. “Sigo a determinação do presidente Bolsonaro de não atender vagabundo na administração pública”, afirma ele.

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