Prisão de Ronaldinho Gaúcho deu um choque de realidade na Globo
São Paulo, Brasil
Foram idas e vindas.
Reuniões e reuniões.
Executivos globais conseguiram se encurralar.
Por conta da total falta de sorte.
Empolgadas pelos documentários que tanto fazem sucesso no streaming, a Globo decidiu que faria um especial digno de entrar na sua plataforma digital.
E homenagearia Ronaldinho Gaúcho, que completa 40 anos, daqui 11 dias.
A emissora carioca tem dezenas de horas de entrevistas, matérias, jogos, lances, depoimentos dos 17 anos de carreira do meia-atacante.
O material foi tão extenso e tratado com tanto esmero que foi dividido em três partes.
Para 'amarrar' a audiência em três programas Esporte Espetacular.
O tom adotado foi o do gênio que o Brasil não desfrutou.
Por ter o foco desviado por Ronaldo Fenômeno, Kaká e, no final da carreira, pelo surgimento de Neymar.
Com ênfase no seu auge, nos anos de 2004 e 2005, quando foi escolhido por duas vezes como melhor do mundo.
Estava tudo certo.
O trabalho orgulhou a equipe de esportes.
Seria um 'chamego' nos patrocinadores do futebol, que bancam R$ 1,8 bilhão pelo futebol da Globo e não têm, por exemplo, os jogos do Flamengo no Carioca.
A empolgação foi demonstrada no intervalo da partida entre Junior Barranquilla e Flamengo, pela Libertadores, na quarta-feira passada.
O especial foi apresentado com todo o respeito e admiração pelo fabuloso jogador.
Só que, ao mesmo tempo, no Paraguai, ele era levado detido por conta do seu passaporte falsificado.
Com a confirmação da notícia, constrangimento, mal-estar.
Os executivos globais ficaram assustados.
Fizeram uma reunião às pressas e avisaram a jornalistas amigos, que o especial seria mantido.