Procuradores da Lava Jato dizem que ação de Aras tem como objetivo prejudicar Moro

15 de julho de 2020 81

Do Valor:

A força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba tem feito uma leitura política dos últimos conflitos com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Na avaliação do grupo, a atuação do procurador-geral da República, Augusto Aras, tem como pano de fundo as eleições de 2022 e uma tentativa de prejudicar o ex-ministro Sergio Moro em uma eventual disputa pela Presidência.

Nesse contexto, estaria em curso um plano para destruir o legado da Operação Lava-Jato, da qual Moro foi juiz e é símbolo. No futuro, essa lenta asfixia da força-tarefa sem causar uma grande reação na opinião pública, poderia beneficiar o presidente Jair Bolsonaro e sua provável candidatura à reeleição.

Moro deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública em abril, acusando o presidente de tentar interferir em investigações da Polícia Federal (PF) para beneficiar parentes e amigos. Desde então, Moro evita falar em 2022, mas seu nome é apontado com um forte candidato para a eleição.

Reservadamente, o grupo do Paraná cita três movimentos em curso que comprovariam o uso político da PGR e o seu objetivo de beneficiar eleitoralmente Bolsonaro.