Propaganda presidencial
Conforme noticiado pela Folha (28/1), o Ministério Público de Brasília pediu à Polícia Federal abertura de inquérito criminal contra Fabio Wajngarten, chefe da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República) por conflito de interesses e corrupção passiva. Nomeado por Bolsonaro, ele teria favorecido apresentadores de TVs e empresas de publicidade que exaltam o atual governo. A agência Artplan, cliente da firma de que Wajngarten é sócio, a FW, teve faturamento substancialmente aumentado após a nomeação do novo Secretário. Enquanto a distribuição de verbas da Secom está financiando TVs elogiosas do governo Bolsonaro, como SBT (Ratinho), Record (Ana Hickmann), Band (Datena), Rede TV1 (Luciana Gimenez), a Globo, por ter uma postura mais objetiva e crítica, está sendo ameaçada de perder a verba pública. Nossa esperança é que o TCU (Tribunal de Conta da União) ponha um reparo nessa mamada. Melhor seria que os bilhões gastos para esse "merchandising", mais político do que técnico, fossem destinados à educação, saúde, transporte coletivo, criação de empregos. Essa seria a melhor propaganda que o Governo poderia fazer para si próprio e o bem do nosso povo!
Salvatore D' Onofrio
Dr. pela USP e Professor Titular pela UNESP
Autor do Dicionário de Cultura Básica (Publit)
Literatura Ocidental e Forma e Sentido do Texto Literário (Ática)
Pensar é preciso e Pesquisando (Editorama)
www.salvatoredonofrio.com.br
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