PT volta a ser o maior partido da Câmara: o saldo da ‘janela da infidelidade’
Encerrou-se na semana passada o período de trocas partidárias para parlamentares, a janela de infidelidade, quando deputados e senadores podem migrar de partido sem punições. Em um ano eleitoral e de grande pulverização na política, com mudança nas forças políticas, o resultado da dança das cadeiras na Câmara dos Deputados sinaliza o enfraquecimento do MDB, a expansão dos partidos de centro, e o crescimento da legenda que passou a contar com o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) como principal expoente. O PT volta a ser a maior bancada, mesmo depois de perder oito deputados.
Ao menos 80 deputados trocaram de partido até o dia 7 de abril, fim da janela partidária. Mas algumas trocas ainda podem não ter sido registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que ainda pode aumentar esse número.
Quanto maior a bancada, mais poder e dinheiro. É o tamanho da bancada que define a fatia de recursos do fundo partidário e eleitoral. No cálculo do fundo eleitoral, criado no ano passado na minirreforma eleitoral, tem grande peso a quantidade de deputados federais do partido, o que pode fazer algumas legendas priorizarem ter em seus quadros deputados no Congresso Federal do que lideranças nos estados.
O tamanho da bancada é importante para romper a cláusula de barreira, que dá direito a indicação de integrantes em comissões, incluindo CPIs, à liderança ou cargos na Mesa Diretora da Câmara e definem tempo de propaganda eleitoral em rede nacional de rádio e de TV. Para que um partido rompa essa cláusula, precisa ter 1,5% dos votos válidos totais ou 9 deputados, pelo menos um em cada estado, com 1% dos votos gerais.
Dança das cadeiras na Câmara
Quantos deputados cada partido tem após o fim do período de janela de infidelidade partidária, quantos cada um tinha após as eleições de 2014 e qual a variação.
OS 5 MAIORES
TODOS OS PARTIDOS
| Partido | Bancada na eleição 2014 | Bancada em 2018 | Variação | |
|---|---|---|---|---|
| PT | 68 | 60 | -12% | |
| PMDB | 65 | 52 | -20% | |
| PP | 38 | 48 | 26% | |
| PSDB | 54 | 45 | -17% | |
| DEM | 21 | 42 | 100% | |
| PR | 34 | 41 | 21% | |
| PSD | 36 | 38 | 6% | |
| PSB | 34 | 26 | -24% | |
| PDT | 20 | 20 | 0% | |
| PRB | 21 | 20 | -5% | |
| PTB | 25 | 15 | -40% | |
| PROS | 11 | 11 | 0% | |
| PCdoB | 10 | 10 | 0% | |
| SD | 15 | 10 | -33% | |
| PSL | 1 | 8 | 700% | |
| PPS | 10 | 8 | -20% | |
| PSC | 13 | 7 | -46% | |
| PSOL | 5 | 6 | 20% |
MAIS LIDASTCU dá 15 dias para Fazenda e bancos explicarem eventual federalização do BRB
POLÍTICA
28 de fevereiro de 2026
Fux questiona próprio gabinete sobre erro em arquivamento de notícia-crime contra Lula
JUDICIÁRIO
23 de fevereiro de 2026
Flávio Bolsonaro atua pela cassação de Claudio Castro, dizem aliados do governador
POLÍTICA
23 de fevereiro de 2026
Motta diz que relator da PEC 6×1 será indicado no início desta semana
POLÍTICA
23 de fevereiro de 2026
De PL Antifacção a Vorcaro: os focos do Congresso após o Carnaval
POLÍTICA
23 de fevereiro de 2026
|