“Quadros do Itamaraty têm profissionais altamente qualificados para quaisquer embaixadas”, diz Associação de Diplomatas
Jornal GGN – A Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB) emitiu nota à imprensa afirmando que o presidente da República Jair Bolsonaro tenha “prerrogativas” na indicação de diplomatas, “os quadros do Itamaraty contam com profissionais de excelência, altamente qualificados para assumir quaisquer embaixadas no exterior.”
A nota é uma manifestação diante da notícia de que Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, será indicado para a embaixada do Brasil nos EUA. A novidade, segundo relatos de Jamil Chade, transitou entre o ridículo e o preocupante nos corredores das Nações Unidas.
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Além do nepotismo e da falta de qualificação – em sua defesa, Eduardo Bolsonaro disse que fez “intercâmbio” e fritou hambúrgueres nos EUA – o filho do presidente é visto como o representante brasileiro no The Movement, um grupo de extrema-direta, ultraconservador, racistas e anti-globalista organizado por Steve Bannon;
Na nota pública, a ABD informou que “atualmente, mais de 1.500 diplomatas representam o País e defendem os interesses nacionais nas embaixadas, consulados e delegações junto a organismos internacionais, além de trabalharem em diversos órgãos do governo federal — inclusive na Presidência da República -, nos quais se encontram, hoje, mais de sessenta diplomatas cedidos.”
“Os diplomatas atuam em questões fundamentais nas áreas cultural, ambiental, econômica, comercial, proteção e defesa dos direitos humanos, cooperação, paz e segurança internacionais, dentre outras.”
A ABD ainda comentou que os diplomatas fazem carreira antes de ascender a um cargo de representação como o oferecido a Eduardo. “Iniciamos a carreira com uma formação ampla e consistente, por meio de um dos concursos mais rigorosos da administração pública, proporcional às exigências da atuação que precisamos ter dentro e fora do País.”
Além disso, a Associação demonstrou preocupação com “a construção da imagem e do desenvolvimento do País”, que vem sendo o “objetivo maior” de interesse dos diplomatas no último século. “Esse é o papel para o qual foram e continuam sendo diligentemente treinados e preparados.”