Quem apoia e quem se opõe ao desejo de Bolsonaro de celebrar o golpe de 1964

26 de março de 2019 196

O desejo de celebrar traz consigo a indignação dos que acreditam ser dia de luto.

 

A comemoração de 31 de março foi pausada pela então presidente Dilma Rousseff (PT) em 2011. Ela própria foi presa durante o regime militar, período em que dezenas de militantes opositores foram torturadas e mortas.

 

A hashtag #DitaduraNuncaMais já é o assunto mais comentado de hoje no Twitter. Há uma mistura de indignação, volta de lembranças do regime ditatorial e crítica à decisão do presidente do Brasil.

Enquanto há quem veja a data como festa, há quem veja a data como luto.

O atual presidente do Brasil tem problemas. Ele determinou que o Ministério da Defesa comemore dia 31 de março os 55 anos do início da ditadura militar e do Golpe de 1964. 31 de março não é dia de festa, é dia de luto! !!!

?As marcas do regime militar ainda estão impregnadas em muitos.

Meu pai foi preso em 64. Minha mãe perdeu o bebê q esperava qdo soube. Qdo nasci, já em plena ditadura, fui treinada p o silêncio. Vi profs sendo presos. Tinha informante armado na sala de aula da universidade. Não tenho nada p comemorar.

?Uma internauta postou alguns casos de tortura, que não são "nem 5% de tudo que aconteceu".

É isso que vocês querem comemorar? E olha que isso não é nem 5% de tudo que aconteceu.

 

?Algumas crianças “presas pela ditadura que não aconteceu”.

presas pela ditadura que não aconteceu! Que vergonha negar a história documentada presidente!

?O Twitter está sendo usado para unir os internautas contra a comemoração.

O esquerdista que vive em mim saúda o esquerdista habita em tus

 
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?Internauta diz que até militares estão pedindo para Bolsonaro ir com calma no que diz respeito à celebração, repetindo informação publicada pela Veja.

Em 2011, Dilma suspende qualquer atividade que celebre o golpe de 31 de março de 64, e cria a Comissão da Verdade. Em 2019, Bolsonaro quer fazer festa e está sendo contido pelos próprios militares.

?O jornalista Luis Nassif escreveu sobre realização da "Caminhada do Silêncio" no dia 31 de março.