Quem são os alvos da operação contra Adilsinho e núcleo de extermínio

5 de fevereiro de 2026 20

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) deflagrou uma operação, nesta quinta-feira (5/2), para prender integrantes de um grupo criminoso acusado de atuar como núcleo de extermínio ligado a disputas no comércio ilegal de cigarros no Rio de Janeiro.

O principal alvo é Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado como mandante de assassinatos cometidos com extrema violência.

Além de Adilsinho, os mandados de prisão atingem José Ricardo Gomes Simões, Alex de Oliveira Matos, o Faraó, e o policial militar Daniel Figueiredo Maia.

Segundo a Polícia Civil, todos integram uma mesma engrenagem criminosa responsável por planejar, executar e dar suporte logístico a homicídios.

As investigações revelaram que parte dos alvos mantinha intensa atividade nas redes sociais, onde publicava vídeos e fotos exibindo armas, veículos, joias e grandes quantias em dinheiro.

Em algumas postagens, o investigado Alex de Oliveira Matos aparece mostrando pilhas de dinheiro.

Para os investigadores, esse comportamento servia tanto como intimidação quanto como demonstração de poder dentro do submundo do crime.

O grupo é acusado de envolvimento direto na morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira, executado em outubro de 2022 em um posto de combustíveis, após ser cercado por homens encapuzados portando armas longas.

Dois dias depois, Fábio de Alamar, sócio da vítima, também foi morto ao sair do Cemitério de Inhaúma, logo após o enterro de Fabrício.

A polícia apurou que os assassinatos teriam sido motivados por disputas ligadas ao contrabando de cigarros, atividade altamente lucrativa controlada por grupos armados.

Na operação desta quinta-feira, José Ricardo Gomes Simões foi preso. O policial militar Daniel Figueiredo Maia se apresentou após saber que era alvo de mandado. Já Adilsinho e Faraó permanecem foragidos.

Segundo a DHC, há indícios de que o grupo atuava com divisão clara de funções, enquanto alguns planejavam e financiavam os crimes, outros executavam diretamente as vítimas ou forneciam armas, veículos e informações.

Fonte: Mirelle Pinheiro