Quem são os alvos da PF em investigação sobre a Amprev e o Master

6 de fevereiro de 2026 29

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (6/2), a Operação Zona Cinzenta para apurar suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP), administrado pela Amapá Previdência (Amprev), em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.

Segundo a apuração da coluna, três pessoas são alvos da operação por terem participado diretamente das decisões que autorizaram os investimentos:
• Jocildo Lemos – diretor-presidente da Amprev
• Jackson Rubens de Oliveira – membro do Comitê de Investimentos
• José Milton Afonso Gonçalves – membro do Comitê de Investimentos

Os três foram responsáveis pelos votos favoráveis às aplicações em Letras Financeiras do Banco Master em três reuniões, realizadas nos dias 12/07/2024, 19/07/2024 e 30/07/2024.

Jocildo Lemos ocupa o cargo de diretor-presidente da Amapá Previdência e participou das reuniões do Comitê de Investimentos que aprovaram os aportes no Banco Master.

Jackson Rubens de Oliveira integra o Comitê de Investimentos da Amprev e participou das três reuniões em que os aportes em Letras Financeiras do Banco Master foram aprovados.

José Milton Afonso Gonçalves também é membro do Comitê de Investimentos da Amprev e figura entre os que votaram favoravelmente às aplicações.

A operação foi autorizada pela 4ª Vara Federal do Amapá, o que significa que não há investigados com foro por prerrogativa de função neste inquérito.

Investigadores da Polícia Federal cumprem quatro mandados de busca e apreensão em Macapá. Os investigadores analisam como se deu o processo de aprovação, se houve respaldo técnico adequado e se as decisões seguiram as normas que regem a administração de recursos previdenciários.

Segundo fundo de previdência sob investigação

Esta é a segunda previdência estadual a entrar no radar da Polícia Federal por aportes no Banco Master.

Na terça-feira (3), o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso temporariamente na segunda fase da Operação Barco de Papel. O caso apura aplicações de aproximadamente R$ 970 milhões do fundo fluminense em Letras Financeiras emitidas pelo mesmo banco.

As investigações do Amapá e do Rio de Janeiro estão inseridas no contexto mais amplo dos desdobramentos da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.

Fonte: Mirelle Pinheiro