Rachadinha, paixão e traição: a peça mais suja do teatro político de Ariquemes
Dizem que em Ariquemes a política já teve dias de glória. Mas nos últimos tempos, o que se vê é uma mistura de drama, escândalo e comédia pastelão. E como boa observadora dos bastidores, Matilde não resistiu ao enredo que chegou aos seus ouvidos na feira, no grupo da igreja e até no salão da Marlene.
A história é sinistra — e tem todos os ingredientes que Matilde despreza: mentira, hipocrisia e abuso de poder.
Um vereador, eleito com a promessa de não usar diárias nem regalias, resolveu passear por Brasília e voltou com R$ 10 mil a mais no bolso. Claro, tudo pago com dinheiro público, o mesmo que ele jurou não tocar.
— Onde há fumaça… — murmurou Matilde. — Tem diária queimada.
Mas o que parecia só mais uma contradição, virou uma novela completa quando surgiram os bastidores do gabinete. O vereador, antes assessor de um político conhecido como Camelo, aprendeu direitinho as artimanhas do ofício. Inclusive as que envolvem rachadinha, segundo contam nos corredores.
E mais: segundo as más — ou boas — línguas, o chefe de gabinete não era só chefe. Era namorado do vereador. Um enlace afetivo e político que, enquanto durou, manteve tudo sob controle. Só que o amor acabou. E com ele, a blindagem também.
Expulso do gabinete e enviado à Secretaria de Agricultura, o tal ex-namorado não se adaptou entre enxadas e tratores. Quis voltar. Não foi aceito. Resultado: coração partido, orgulho ferido e uma pasta cheia de comprovantes, extratos, cópias e vídeos que podem fazer muito barulho.
Foi aí que ele procurou uma suplente, apelidada nos bastidores como a “beiçuda da plástica de 40 mil” — cirurgia que, dizem, tem origem duvidosa. O acordo?
Ele entrega o dossiê. Ela assume o mandato. E o nomeia chefe de gabinete.
Parece ficção? Pois Matilde garante que, em Ariquemes, é só mais um dia comum.
Ah, e tem mais. A esposa do vereador, ao descobrir o que estava acontecendo (a rachadinha, a traição e a suposta “viadagem”), foi tirar satisfação. Saiu falando alto. Dizem que levou empurrão, esbarrão, grito — o suficiente para o boato de violência doméstica se espalhar.
Enquanto isso, Camelo, o ex-mentor do vereador, assiste tudo com aquele sorrisinho de quem vê o pupilo tropeçar na própria arrogância.
— Ensinou o jogo… e foi traído no final.
Já a tal “beiçuda” que sonha com a vaga, se meter o pé errado, corre o risco de ser pururucada politicamente — nas palavras exatas da turma do cafezinho.
E Matilde? Observa, anota e resume:
— Essa Câmara virou novela. Só que, em vez de final feliz, tem chantagem, tapa, print, denúncia e plástica paga sabe-se lá como. E o povo? Continua esperando um vereador que trabalhe de verdade, não que encene.
MAIS LIDAS
Em depoimento, motorista de Haddad muda de versão sobre ação da PM
Nome de operação da PF contra Lulinha incomoda entorno de Lula
Os nomes do PT que correm por fora para suceder Lula